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Pazuello diz que Ministério da Saúde emitiu nota sobre uso da cloroquina com base no CFM

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Pazuello diz que Ministério da Saúde emitiu nota sobre uso da cloroquina com base no CFM

Nesta quarta-feira (19) foi a vez do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello depor na CPI da Covid. No dia mais aguardado desde o início dos trabalhos, o principal alvo das investigações sobre ações e omissões cometidas pelo governo de Jair Bolsonaro no combate à pandemia do COVID-19 respondeu todas as perguntas feitas pelo relator, apesar de contar com um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal.

Durante o depoimento, o general mentiu em ao menos quatro vezes, como ao afirmar que não recebeu ordem direta de Bolsonaro relacionada à compra da vacina chinesa Coronavac, por exemplo. Sobre o uso indiscriminado de cloroquina, Pazuello disse que muitos médicos estavam usando a cloroquina “off label”, quando em tratamento não previsto na bula.

Para qualificar o debate e explicar que a CPI vai muito além de procurar culpados, mas pode ajudar a encontrar soluções para as questões que ainda não foram resolvidas, sugerimos os seguintes especialistas:

Do ponto de vista político e para entender os próximos passos da Comissão Parlamentar de Inquérito:

  • Magno Karl: diretor executivo do Livres e cientista político. É bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Políticas Públicas pela Willy Brandt School of Public Policy e doutorando em Ciência Política na mesma instituição. É PhD fellow da Fundação Naumann Pela Liberdade e seus artigos já apareceram em publicações nacionais e estrangeiras, como o The Wall Street Journal, The Daily Telegraph. Forbes, Newsweek, Estadão e O Globo.

Sob o ponto de vista jurídico:

  • Ricardo Prado: mestre em Direito Processual Penal e professor convidado de Direito Penal no curso de pós-graduação da Escola Superior do Ministério Público e Presidente do MPD – Movimento do Ministério Público Democrático, associação nacional de membros do MP voltada para a defesa da Democracia, Estado de Direito e Direitos Humanos. Trabalhou no Ministério Público de São Paulo por 35 anos, onde foi promotor de Justiça, atuou na Promotoria do Júri, Corregedoria da Polícia, Gaeco, Criminal, entre outras. Promovido a procurador de Justiça atuou nas áreas criminal e de Habeas Corpus.

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