Click Internet anuncia projeto de expansão de seu backbone compartilhado para a Região Norte
Ilustração IA

Plano prevê a construção gradual de novas rotas de fibra óptica para conectar provedores

regionais à infraestrutura de backbone de longa distância da empresa, ampliando as

alternativas de acesso a capacidade, interconexão e distribuição de conteúdo.

A Click Internet estruturou um novo projeto de expansão voltado à Região Norte do Brasil. A

iniciativa, atualmente em fase de engenharia e modelagem técnica, prevê a construção

gradual de novas rotas de fibra óptica para permitir que provedores locais de internet (ISPs)

e operadoras regionais de pequeno e médio porte acessem a infraestrutura de backbone de

longa distância da empresa sem precisar construir individualmente toda a rota até os

principais centros de interconexão.

A definição dos trajetos, dos municípios atendidos e do cronograma de implantação

dependerá da conclusão dos estudos de engenharia, da viabilidade operacional de cada

trecho, das autorizações aplicáveis e dos acordos firmados com os provedores

participantes.

A participação no futuro ecossistema será destinada a provedores devidamente

regularizados perante a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e que operem com

Sistema Autônomo e número ASN próprio.

Estrutura comercial e capacidade técnica projetadas

O modelo operacional em desenvolvimento prevê a contratação de portas físicas de

conexão dimensionadas de acordo com a necessidade de cada parceiro. As opções de

interface projetadas incluem portas de 10 Gbps, 40 Gbps, 100 Gbps e 400 Gbps.

A arquitetura planejada também prevê acesso a sistemas de distribuição de conteúdo

(CDNs) instalados ou acessíveis por meio da rede da Click, conforme a disponibilidade

técnica e as condições estabelecidas para cada operação.

Para o tráfego destinado aos Pontos de Troca de Tráfego do IX.br em São Paulo e

Fortaleza, o transporte será dimensionado separadamente, de acordo com a capacidade

contratada e a disponibilidade operacional das rotas.

A separação entre a contratação da porta física e a capacidade de transporte permitirá que

cada provedor amplie gradualmente sua conexão conforme o crescimento do tráfego e da

base de assinantes.

Ecossistema cooperativo de suporte

Um dos componentes previstos para o trecho Norte é a replicação do modelo colaborativo

já adotado pela Click em outras operações. Provedores localizados ao longo das futuras

rotas poderão prestar apoio operacional local, mediante acordos específicos e sob a

coordenação técnica da empresa.

Esse suporte cooperativo poderá envolver apoio relacionado à infraestrutura de energia,

acomodação de equipamentos de transmissão, inspeção e atendimento presencial

preventivo ou corretivo. O objetivo é reduzir o tempo de resposta em localidades distantes,
aproveitando a presença regional dos provedores parceiros sem substituir as

responsabilidades técnicas e operacionais da Click.

A utilização de infraestrutura compartilhada poderá reduzir a necessidade de cada provedor

construir individualmente rotas completas de longa distância até os principais centros de

interconexão.

O impacto sobre investimentos em infraestrutura (CAPEX) e despesas operacionais

dependerá da localização, da capacidade contratada, da estrutura existente e das

condições técnicas de cada participante. A expectativa é que o modelo preserve recursos

que poderão ser utilizados pelos provedores em outras áreas de suas operações, incluindo

a expansão da última milha.

Planejamento e liderança do projeto

De acordo com a Click Internet, o projeto está sendo estruturado sob a liderança de seu

CEO, Jorge Ferreira, responsável pela coordenação da estratégia de expansão e pela

definição do modelo de compartilhamento e cooperação com provedores regionais.

A implantação deverá ser acompanhada pelas equipes de engenharia e operação da

empresa, com a participação dos provedores parceiros nas etapas aplicáveis a cada trecho.

“O projeto para a Região Norte foi estruturado para oferecer aos provedores locais uma

alternativa de acesso à infraestrutura de longa distância sem exigir que cada participante

construa isoladamente toda a rota até os principais pontos de interconexão. A implantação

será gradual e dependerá dos estudos de engenharia, da viabilidade de cada trecho e dos

acordos firmados com os provedores participantes”, afirma Ferreira.

Os resultados do projeto poderão ser avaliados após a implantação das primeiras rotas, a

ativação dos provedores participantes e a medição da capacidade efetivamente transportada.

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