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Bruno Tank fala sobre os recentes resultados da Soul Fighters e os planos a longo prazo da equipe

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Bruno Tank (crédito foto - arquivo pessoal)

Treinador de grande prestígio no cenário internacional, Bruno Tank é co-fundador da Soul Fighters, uma das equipes de maior renome do cenário norte-americano de Jiu-Jitsu. Com a academia fechada por um tempo em 2020 devido às restrições para conter a disseminação do covid-19, o treinador tem visto de perto a volta dos eventos, tendo o privilégio de acompanhar alguns atletas da equipe brilhando nos tatames.

A Soul Fighters conseguiu um bom resultado no Pan No Gi que aconteceu no último mês, e mesmo não sendo o principal forte da equipe que realiza a maioria das aulas com kimono, a Soul Fighters conseguiu ficar com 20 medalhas no torneio:

— Fiquei muito orgulhoso com os resultados que a gente obteve, ainda dentro da reestruturação da equipe que a gente está passando, além de tentar implementar algumas coisas novas, tivemos resultados muito bons com base no que podíamos fazer. Ainda tínhamos de 12 a 15 atletas que viriam de Israel ajudar, mas não puderam sair do país devido ao conflito com a Palestina. Isso afetou o desempenho da equipe, porém, acredito que dentro do que poderia ser feito, a gente teve um bom resultado — declarou Bruno Tank.

Faixa-preta desde 2004, quando foi graduado por Álvaro Mansor e Francisco Mansor, Bruno Tank se tornou um dos principais treinadores da América desde criou a Soul Fighters em 2008. A equipe que já tem mais de 12 anos, já conquistou incontáveis títulos em competições de Jiu-Jitsu ao redor do planeta. Questionado sobre como é ver atletas que começaram como faixa-branca ganhando cada vez mais destaque nos tatames e se tornando muitas vezes professor da própria equipe, o treinador enfatizou o seu orgulho:

— É sem dúvida uma realização, você se sente realizado como professor e vê como as coisas são completamente diferentes. O professor é aquele que dá a formação, dá o ensino técnico, que faz toda a parte de fundamentos e vai desenvolvendo o atleta. E o coach, é aquele que prepara o atleta para os eventos, está ali no lado do tatame. E acredito que consigo fazer os dois bem, me realizo duas vezes pra falar a verdade. Realmente quando você vê alguém conquistar um sonho me sinto com o dever cumprido, muito feliz pela realização daquele meu aluno, meu atleta — enfatizou Tank.

Irmão mais novo de Bruno Tank, Augusto “Tanquinho” é campeão mundial de Jiu-Jitsu, e uma verdadeira estrela na arte suave. Contando com um time de grandes nomes, a Soul Fighters aposta em uma nova geração que tem muito para brilhar nos tatames. Apostando no ensino para crianças a partir dos 3 anos de idade, a Soul Fighters vislumbra cada vez melhores resultados nas principais competições de Jiu-Jitsu do planeta:

— Vou te falar que a gente realmente tem um programa tanto de Jiu-Jitsu quanto de competição muito, muito eficaz. A gente consegue passar os fundamentos, passar as raízes do Jiu-Jitsu sem perder a evolução que o esporte tem. E a gente tem uma geração muito boa vindo. Claro que depende de vários fatores, se eles vão se tornar atletas de alto rendimento ou não, se eles vão conseguir resultados. Mas, o que eu posso falar é que a gente tem, pelo menos, uma geração muito boa, que dará bons frutos a longo prazo — destacou Tank.

A Soul Fighters hoje conta com atletas de várias faixas-etárias, times de criança que variam entre 8, 10, até quatorze, quinze anos. Além dos jovens com 16, 17 que prometem gerar grandes resultados para a Soul Fighters no cenário norte-americano de Jiu-Jitsu nas categorias adultas no futuro.

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