Brasileiro de Oceano 2026 terá pontuação crescente e Santos–Rio como resultado obrigatório
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O Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 adotará um novo sistema de pontuação para manter a disputa pelo título em aberto até a última regata. Organizado pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), o campeonato reunirá a 76ª Regata Santos–Rio, com largada em 22 de outubro, e o 57º Circuito Rio, marcado para 30 de outubro a 2 de novembro.

A Santos–Rio será a primeira prova do campeonato e terá peso 1. No Circuito Rio, os pesos aumentarão progressivamente em 0,1 a cada regata: a segunda disputa terá peso 1,1, enquanto a oitava e última chegará a 1,7.

O modelo fará com que os resultados obtidos na reta final tenham influência cada vez maior sobre a classificação. A proposta é impedir que o campeão seja definido antecipadamente e preservar a possibilidade de alterações entre os líderes até o encerramento da competição.

Apesar da escala crescente de pesos, a pontuação da Santos–Rio não poderá ser descartada. Além disso, o resultado da travessia será utilizado como primeiro critério de desempate do Brasileiro.

Realizada desde 1951, a Santos–Rio é uma das principais travessias oceânicas do país e possui relação direta com a história da ABVO. A mobilização dos velejadores em torno da competição contribuiu para o surgimento da associação responsável pela gestão e representação da vela oceânica brasileira.

Para Bayard Neto, comodoro da ABVO, a manutenção da prova como resultado obrigatório reforça seu significado histórico e esportivo. “A Santos–Rio está na origem da própria ABVO e representa muito do que somos: tradição, resistência, estratégia e navegação em mar aberto. Tornar essa regata obrigatória na pontuação é reconhecer sua importância para o campeonato e para a história da vela oceânica nacional. Ao mesmo tempo, os pesos crescentes no Circuito Rio permitirão que nenhuma equipe considere o resultado definido antes da última regata”, afirma.

A edição de 2026 também terá uma alteração no percurso da Santos–Rio. A chegada será posicionada nas proximidades da Ilha Rasa, ainda fora da Baía de Guanabara. A mudança busca diminuir a interferência das calmarias e das correntes nos quilômetros finais, trecho que costuma apresentar condições mais lentas e imprevisíveis.

O Brasileiro será realizado pela ABVO em parceria com o Iate Clube de Santos (ICS) e o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ). Fundado em 1947, o ICS está entre os clubes pioneiros na promoção da vela e na realização de grandes competições náuticas no Brasil. Já o ICRJ, criado em 1920, possui reconhecimento internacional, revelou medalhistas olímpicos e sediou campeonatos de alcance mundial.

ICS e ICRJ já organizavam conjuntamente a Santos–Rio antes mesmo da fundação da ABVO. O ICRJ também recebe o tradicional Circuito Rio.

A programação combinará uma travessia de aproximadamente 200 milhas náuticas com provas de médio percurso e regatas de raia. A diversidade do formato exigirá das tripulações resistência, velocidade, técnica e capacidade de adaptação. Estão previstas disputas nas classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e RGS-Clássicos.

Inscrições e Aviso de Regata: www.sailrace.com.br

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Como braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO organiza competições anuais e atua na preservação do legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, nas classes olímpicas e não olímpicas.

A entidade tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º Vice-Comodoro.

A atual gestão tem entre seus objetivos otimizar e racionalizar o calendário nacional, aproximar-se dos clubes para fortalecer os eventos, ampliar a presença das flotilhas regionais, oferecer apoio técnico às competições, aperfeiçoar os sistemas de apuração de resultados e contribuir para melhores condições de desenvolvimento da vela oceânica no Brasil.

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