A quinta etapa da Volta ao Mundo em duplas chamada de Globe40 teve início nesta quarta-feira (18/2) em Valparaíso, no Chile, com destino a Recife (PE). A regata terá mais de 4.800 milhas náuticas entre os oceanos Pacífico e Atlântico.
A dupla do Barco Brasil formada por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina lidera o campeonato entre os veleiros de proa fina, batizados de Sharp, e estão em terceiro lugar na classificação geral.
A etapa passará pelo Cabo Horn, que é o ponto mais ao sul da América do Sul, localizado no Chile (Ilha Hornos, Terra do Fogo), marcando o encontro dos oceanos Pacífico e Atlântico. A perna deve durar mais de 25 dias.
“Estamos animados com mais essa etapa, que vai chegar em casa, no Brasil! Tivemos muita coisa para fazer no veleiro antes da partida no Chile”, disse José Guilherme Caldas.
Após passar pelo histórico Cabo Horn, os veleiros seguem em uma longa subida de cerca de 3 mil milhas náuticas até Recife, atravessando uma zona meteorológica complexa. Após isso, os velejadores enfrentarão condições instáveis no Atlântico Sul, com calmarias ao largo da Argentina e do Brasil.
O Barco Brasil, comandado por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, lidera a categoria Sharp da Class40 com 11 pontos, à frente do canadense Wilson Around The World, com 20,5 pontos.
O francês Free Dom, até então principal adversário dos brasileiros, teve uma avaria séria no casco do barco e precisou voltar a Sydney para os reparos, antes de retomar a regata. Será a última equipe a chegar a Valparaíso, mas conseguindo com isso a terceira posição, com 26,5 pontos.
Na classificação geral, o líder é o belga Belgium Ocean Racing – Curium, seguido pelo francês Credit Mutuel. Os dois cruzaram a linha de chegada juntos em Valparaiso, e dividiram o primeiro lugar na quarta etapa.
A Globe 40 reúne sete veleiros de diferentes países e adota um sistema de pontuação em que vence quem somar menos pontos ao final do percurso.
A regata é disputada em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow, de proa larga e projeto mais recente, e Sharp, de proa fina, que também contam com uma premiação específica ao término da volta ao mundo.
O público pode acompanhar a navegação em tempo real.