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Barco Brasil chega ao Recife após penúltima etapa da Globe40 e mantém liderança na categoria

O Barco Brasil cruzou a linha de chegada no Recife (PE) na manhã desta quinta-feira (19), concluindo a quinta perna da Globe40 – a Volta ao Mundo em duplas. A equipe percorreu 4.800 milhas náuticas desde Valparaíso, no Chile, passando pelo Cabo Horn e subindo o Atlântico na penúltima etapa da competição.

Com o resultado, a embarcação segue na liderança geral da categoria Sharp e mantém boas chances de título. A etapa final partirá do Recife rumo a Lórient, na França, no dia 29 de março.

A travessia foi completada em 28 dias, 16 horas e 56 minutos. Entre os barcos da classe Sharp, o vencedor da etapa foi o Free Dom, da França.

Após a chegada, José Guilherme Caldas destacou os desafios enfrentados ao longo do percurso. “Após uma etapa difícil, chegamos a Recife, no Brasil. Para nós, esta etapa foi dividida em duas partes: a primeira até o Cabo Horn, quando concentramos todos os nossos esforços para terminar em primeiro lugar entre os barcos da classe Sharp e em segundo na classificação geral; e a segunda parte, com muitos problemas técnicos e grande pressão física e psicológica, o que torna tudo ainda mais difícil para dois velejadores mais experientes!”, afirmou.

Ele também ressaltou a superação da equipe ao longo da prova. “No entanto, conseguimos superar os obstáculos e manter uma boa competitividade até o final. Estamos muito felizes com nosso desempenho inicial e por termos chegado a Recife logo depois dos outros”.

Com campanha consistente, o Barco Brasil soma três vitórias nas etapas de Cádiz, Mindelo e Sydney, além de dois segundos lugares no Prólogo e na etapa de Reunião. Ainda assim, o desempenho na etapa atual — com o sétimo lugar geral e quarto entre os Sharp — reduziu a vantagem sobre os adversários.

Para conquistar o título, a equipe precisa apenas de uma colocação intermediária na etapa final entre Recife e Lórient.

Mesmo com a diminuição da vantagem, Caldas avaliou positivamente a chegada. “A cada início de recuperação, surgia um novo problema, e assim continuou até 48 horas atrás. No entanto, o vento diminuiu, o que impediu uma recuperação mais rápida. Nosso bom desempenho nas outras etapas ainda nos permite manter uma posição confortável, mas queremos mais! Enquanto isso, seguimos em frente ‘na ponta dos cascos’”.

Formado por José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, o Barco Brasil é o único representante do país na Globe40 e também a única equipe sem patrocínio. O projeto tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a prevenção e combate ao AVC, segunda maior causa de incapacitação física no mundo.

Além da vela, Caldas mantém atuação na medicina como Professor Livre-Docente do Departamento de Radiologia da Universidade de São Paulo (USP), Chefe do Serviço de Neurorradiologia Intervencionista do Hospital das Clínicas da USP e Coordenador Médico do Hospital Sírio Libanês. Durante a competição, ele concilia a rotina esportiva com atendimentos online a bordo e viagens a São Paulo nas paradas.

Luiz Bolina, por sua vez, acumula experiência no windsurf — com título brasileiro em 1991 — além de conquistas no kitesurf e no wingfoil, habilidades que têm sido decisivas em manutenções e ajustes da embarcação em condições extremas.

Apesar de a Globe40 permitir equipes de até quatro velejadores, com substituições a cada etapa, o Barco Brasil compete desde o início com apenas dois tripulantes, juntos desde a largada em agosto de 2025.

Na classificação da categoria Sharp, o Barco Brasil lidera com 22 pontos, seguido por Wilson Around The World (Áustria), com 26,5, e Free Dom (França), com 30,5. Jangada Racing (Grã-Bretanha) aparece em quarto, com 46 pontos, e Whiskey Jack (Canadá) é o quinto, com 47,5.

Na classificação geral, Belgium Ocean Racing – Curium (Bélgica) e Credit Mutuel (França) dividem a liderança, com 19 pontos. O Barco Brasil ocupa a terceira posição, com 49,5.

A Globe40 reúne sete veleiros e utiliza sistema de pontuação acumulada, no qual vence quem somar menos pontos. A disputa ocorre em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow e Sharp, cada uma com premiação própria.

 

A regata teve prólogo em Lórient, na França, no fim de agosto, e largada em setembro em Cádiz, na Espanha. O percurso inclui passagens por Mindelo (Cabo Verde), Ilha Reunião, Sydney (Austrália) e Valparaíso (Chile).

Contato:

Flávio Perez e Juliana Leite
 flavio@onboardsports.net
 +55 11 999498035
 www.onboardsports.net

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