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Novo Relatório de Banco Adaptativo da Galileo mostra que, embora 80% das empresas considerem os serviços financeiros em tempo real um gerador de receita, quase 70% ainda enfrentam atrasos superiores a seis meses para lançar novos produtos devido a limitações em sistemas de fraude e risco

Conteúdo sob embargo até 24 de junho às 12 horas BRA – A Galileo Financial Technologies, plataforma tecnológica da SoFi Technologies (NASDAQ: SOFI), divulga os resultados de seu mais recente estudo: o Relatório de Banco Adaptativo da Galileo. A pesquisa ouviu 337 CIOs e CTOs de empresas do Brasil, do México, da Colômbia e da Argentina e aponta uma mudança importante no setor financeiro latino-americano: a velocidade das transações deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser apenas um requisito básico para operar.

Após uma década de avanços impulsionados pelos pagamentos instantâneos, com iniciativas como o Pix no Brasil, o SPEI no México, o Bre-B na Colômbia e as Transferências 3.0 na Argentina, a velocidade deixou de ser um dos principais pontos de atrito para clientes. Hoje, apenas 8% dos entrevistados apontam a rapidez dos pagamentos e transações como sua principal preocupação no dia a dia.

O desafio agora é outro: a escalabilidade. Ou seja, a capacidade de crescer, lançar novos produtos e responder rapidamente às demandas do mercado sem perder eficiência, controle operacional ou relevância para o cliente. Para enfrentar esse cenário, a Galileo propõe o conceito de Banco Adaptativo, definido como a capacidade de ajustar continuamente infraestrutura, processos de decisão e experiências do cliente em tempo real, mantendo segurança e governança operacional.

O estudo revela uma desconexão crítica entre a tecnologia de pagamentos e a capacidade de inovação das empresas:

  • Fraude e risco são os principais obstáculos para inovação: Para 45,7% das empresas, os sistemas de fraude e risco representam o principal obstáculo para alavancar suas operações. Além disso, 39,2% afirmam que essas mesmas estruturas são a maior barreira para acelerar a inovação.

  • Lançamento de produtos ainda é lento: Apesar de atuarem em economias cada vez mais digitais, 69,1% das organizações levam mais de seis meses para lançar um novo produto financeiro.

  • Uso desigual de dados em tempo real: Enquanto 84,3% das empresas utilizam dados em tempo real para prevenção de fraudes e segurança, apenas 61,1% empregam essa mesma capacidade para oferecer suporte proativo aos clientes.

  • Personalização ainda avança devagar: Mais da metade das empresas (57,7%) demora mais de três meses para implementar atualizações de funcionalidades baseadas no feedback dos usuários, criando uma lacuna que concorrentes mais ágeis podem aproveitar.

“Os dados revelam um paradoxo claro: as empresas já operam com pagamentos em tempo real, mas muitas ainda tomam decisões, lançam produtos e respondem aos clientes por meio de processos concebidos para outra era. A adaptação contínua precisa se tornar uma capacidade central dos negócios”, comenta Abdul Assal, líder de desenvolvimento de negócios da Galileo para Brasil e Colômbia.

Um dos resultados mais relevantes do estudo mostra que a capacidade de adaptação está avançando mais rapidamente em alguns setores fora do mercado financeiro tradicional. Empresas de Viagens e Hospitalidade, por exemplo, lideram em capacidade de resposta ao cliente: 78,9% utilizam dados em tempo real para ativar ações de suporte, um índice que representa mais do que o dobro do registrado entre instituições financeiras tradicionais (38,5%).

Já o varejo se destaca pelo uso de Inteligência Artificial para personalizar programas de recompensas e benefícios, demonstrando um interesse quase cinco vezes maior do que o observado entre bancos tradicionais.

Destaques por país

Brasil e México lideram em adoção, mas enfrentam desafios diferentes

  • O Brasil aparece como o mercado mais adaptativo da região. Segundo o levantamento, 82,6% das empresas brasileiras consideram os serviços financeiros em tempo real uma fonte direta de geração de receita.

O país também lidera em práticas de implantação contínua: uma em cada quatro empresas testa e lança novos serviços constantemente, enquanto 63% afirmam ter confiança de que sua infraestrutura conseguiria escalar permanentemente em apenas sete dias.

  • O México, por sua vez, apresenta o maior entusiasmo em relação às tecnologias em tempo real. Entre os entrevistados, 90,9% afirmam que esses serviços impulsionam significativamente o crescimento da receita.

Por outro lado, o país enfrenta o maior desafio regional relacionado à fraude e ao risco: 52,7% apontam essas restrições como a principal barreira para acelerar a inovação.

Colômbia e Argentina convivem com maior fricção operacional

  • A Colômbia é o país que demonstra maior dificuldade operacional. Cerca de 80,2% das organizações levam mais de seis meses para lançar um novo produto, enquanto 69,1% afirmam estar limitadas por sistemas internos rígidos e pouco flexíveis.

  • Na Argentina, embora as empresas contem com sistemas mais estáveis e integrados, o tempo de chegada ao mercado é o mais longo da região: 87,2% levam mais de seis meses para lançar um novo produto.

O país também apresenta dificuldades na personalização de ofertas. Segundo o estudo, 73,4% das empresas demoram mais de três meses para desenvolver soluções voltadas a novos segmentos de clientes, contra apenas 17,4% das empresas brasileiras.

“Cada mercado da América Latina enfrenta desafios específicos, mas existe uma necessidade comum: construir organizações capazes de responder com a mesma velocidade com que hoje circulam o dinheiro, os dados e as expectativas dos consumidores. Essa é a essência do banco adaptativo”, finaliza Assal.

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