Aproveitamento integral dos alimentos: como incluir na rotina e diminuir o desperdício?
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Cultura do não desperdício alimentar tem contribuído para melhoria na saúde das pessoas e na qualidade de vida 

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) relata que mais de 821 milhões de pessoas no mundo diariamente passam fome. Em contrapartida, um terço dos alimentos produzidos e ainda saudáveis é desperdiçado. O Brasil, segundo a entidade, está entre os 10 países que mais jogam fora alimentos que poderiam ser ingeridos. Observa-se que esse descarte está relacionado ao fato de as pessoas não saberem aproveitar na totalidade todos os nutrientes contidos nos alimentos, inclusive no consumo de cascas na forma de farinha, como, por exemplo, a farinha de cascas de frutas e ovos na preparação de bolo e pão, ou mesmo acrescida em iogurte, frutas picadas, sopa e feijão.

Assim como a polpa, as cascas de frutas possuem nutrientes importantes e fontes de fibras naturais que auxiliam na saúde de quem as consome. O ovo também é um alimento rico em ômega 3, ferro, vitamina B12 e proteína para ganho de massa muscular; a sua casca é fonte de cálcio, magnésio e potássio, que são fundamentais para o desenvolvimento do corpo. Para não ter desperdício desses alimentos, torna-se fundamental aprender o processo de preparo de cada um deles, e com o devido cuidado no seu armazenamento.

Quanto maior é o esclarecimento para a população, o reaproveitamento alimentar é acelerado, e isso pode ser feito com a divulgação dos valores nutricionais de cada alimento presente, inclusive em suas cascas, entrecascas, talos, sementes e folhas. Tanto é que no Brasil existem alguns programas desenvolvidos por organizações que buscam a melhoria na qualidade de vida das pessoas, com orientação ao não desperdício.

Com algumas dicas, o aproveitamento dos alimentos pode se transformar em novos pratos nutritivos, como: talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa, que contêm fibras e fontes de ferro, cálcio e vitamina C;  podem ser consumidos como patês, refogados, recheios de tortas, sopas, etc. Já as folhas de cenouras, ricas em vitamina A, podem ser incorporadas nas massas de bolinhos, nas sopas ou picadas em saladas. A casca de laranja, rica em cálcio, pode ser caramelizada e usada no arroz doce ou em cremes. Tanto na melancia, quanto no melão, a parte branca, ou a entrecasca, é rica em fibras e potássio,  e pode ser preparada como doces ou recheios de pratos salgados. Sem contar que as cascas de frutas como goiaba, mamão e abacaxi podem ser cozidas, coadas e preparadas como sucos, e ainda o bagaço pode ser aproveitado no preparo de bolos e até no brigadeiro. 

Assim como a clara do ovo, importante fonte de albumina, a casca do ovo é fonte de carbonato de cálcio, magnésio e potássio, tanto é que a sua farinha possui valor nutricional importante, mas merece cuidados especiais no seu preparo. Mas, acima de tudo, é importante evitar o desperdício e procurar receitas de aproveitamento total dos alimentos, tanto nas redes sociais, como em e-books, fornecidos principalmente por nutricionistas e por secretarias de agricultura e abastecimento de cada estado brasileiro.

Amanda Mathias
Atua como assessora de imprensa, redatora e Link Builder na Conversion. Escreve sobre cidades, cotidiano, tecnologia, e-commerce e cultura.

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