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Após aumento da violência, refugiados afegãos chegam ao Irã

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Após aumento da violência, refugiados afegãos chegam ao Irã
ACNUR/Sebastian Rich Um homem idoso no assentamento Torbat-e-Jam, perto da fronteira entre o Irã e o Afeganistão (foto de arquivo)

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está extremamente preocupada com a rápida escalada do conflito no Afeganistão. Em meio aos confrontos intensificados na província de Nimruz, no sudoeste do país, quase 200 refugiados afegãos foram forçados a fugir para a República Islâmica do Irã no fim de semana.

Muitos outros civis afegãos podem ficar presos se não conseguirem escapar da situação altamente instável. Estima-se que desde o início do ano quase 400 mil afegãos foram deslocados internamente no país – cerca de 244 mil desde maio.

O ACNUR apela às autoridades iranianas que mantenham a passagem da fronteira de Milak aberta, considerando a intensificação da crise humanitária no Afeganistão. Não fazer isso pode colocar milhares de vidas em risco.

Em cooperação com o Escritório para Assuntos de Estrangeiros e Imigrantes Estrangeiros do Irã (BAFIA), o ACNUR já prestou assistência imediata aos recém-chegados, incluindo alimentos e água. O ACNUR e os seus parceiros juntaram-se ontem (9 de agosto) a uma missão interagencial liderada pelo governo às áreas fronteiriças e potenciais locais que devem receber pessoas refugiadas, para melhor avaliar as necessidades humanitárias na região e aumentar a resposta.

Juntamente com outras organizações humanitárias, o ACNUR está preparado para prestar assistência urgente e apoio – incluindo abrigo de emergência, latrinas e outros itens essenciais de socorro. Kits de higiene, incluindo sabonetes e máscaras faciais, também serão distribuídos para ajudar as famílias que chegam a ficarem seguras no contexto da pandemia da COVID-19.

Com quase um milhão de pessoas reconhecidas como refugiadas em seu país, o governo do Irã tem acolhido consistentemente afegãos que fogem de conflitos e violência por mais de 40 anos. O país também inclui afegãos de forma exemplar nos sistemas nacionais de saúde e educação. O ACNUR apela ao governo para continuar esta tradição vital de hospitalidade e proteção.

Nenhum deslocamento em grande escala pelas fronteiras do Afeganistão foi observado este ano. Qualquer grande afluxo exigirá claramente que a comunidade internacional intensifique o apoio imediato e contínuo tanto ao Afeganistão quanto a seus vizinhos, em um espírito de responsabilidade e divisão de responsabilidades.

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