Alex Sant'Anna avança na música brasileira com o plural 4º disco, Encruzilhada
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Com participações de músicos de diversas partes do Brasil em 10 das 12 faixas do novo disco EncruzilhadaAlex Sant’Anna mostra a pluralidade da brasilidade e, como uma constante em sua carreira, experimenta sua própria versatilidade entre gêneros do nosso país.

Ouça aqui, via selo Badalando Playhttps://ditto.fm/encruzilhada. O álbum chega ao streaming e também está no Youtube.

Sant’Anna, baiano radicado em Aracaju (Sergipe), comenta sobre a concepção e produção de Encruzilhada, quarto álbum da carreira e o sucessor do elogiado e ousado Baião Amargo (2020). É um registro com norte no baião, passando por afoxé, samba (primeira incursão dele no estilo!) e até mesmo com momentos de hip hop.

As participações em Encruzilhada são Quésia Sonza, Ubiratam Marques, Mayra Felix e Raya Mayara, Taia, Zé Manoel, Diane Veloso (A Banda dos Corações Partidos) e Rafael Ramos (The Baggios), Jr Black (que interpretou o DJ Urso, no filme Bacurau), Rodrigo Maranhão, Julico (The Baggios), Jaque Barroso e Alessandro Dornelos.

A encruzilhada foi o ponto de partida para este lançamento, lá em novembro de 2020, quando Sant’Anna buscava um norte para este disco atual.

“Estava fazendo a inscrição em um edital da lei Aldir Blanc e precisava definir o caminho do álbum e o ponto de partida foi uma canção que tinha acabado de compor com Maycol Mundoca, ‘Encruzilhada’, lançada posteriormente como single”, ele conta.

São muitas conotações de Encruzilhada para se levar em mente ouvindo este trabalho de Alex Sant’Anna.

Para o músico, é um lugar não só de decisões difíceis, como diz a sabedoria popular, mas também local de encontros, onde se criam novas conexões e se abrem novas possibilidades de comunicação, então, tendo o nome e o conceito que Encruzilhada carrega, ele definiu duas coisas: o disco seria todo composto por canções feitas em parceria e também teria que pedir autorização, mais um “tantim” de proteção, ao dono dos caminhos, Exu.

“Parti então pra primeira resolução e marquei um encontro com Pai Cláudio que abriu o jogo pra mim, me revelou que meu orixá de cabeça era Xangô e marcamos pra fazer um ebó, uma oferenda pra Exu, para que tudo corresse bem com o disco, e correu”, revela.

A segunda demanda era então encontrar os parceiros musicais e o esforço de meses resultou em dez canções compostas em dois meses. Outras duas foram compostas para o Baião Amargo, mas que, por forças maiores, enveredaram para o Encruzilhada.

O disco foi lançado com apoio do edital nº06/2020, proposto pelo Governo de Sergipe, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê, com recursos da Lei Aldir Blanc.

centralrbn

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