Estratégias de cuidado contínuo favorecem decisões antecipadas e uma relação mais consciente com a própria saúde
O acompanhamento preventivo da saúde precisa acontecer antes mesmo de qualquer sinal clínico da doença aparecer. É quando há esse tipo de preocupação que muitos diagnósticos são feitos ainda no início, e o cuidado pode ser realizado com calma e sem gerar complicações no futuro.
Embora exista a indicação de fazer um check-up de forma periódica, segundo dados do IBGE, sete em cada dez brasileiros não fazem exames para a prevenção de enfermidades. Quando se soma a um estilo de vida desregrado, isso pode ser um problema a longo prazo.
Essa falha na administração da própria saúde pode acarretar problemas mais sérios, com o avanço de doenças silenciosas, e comprometer o bem-estar.
O que são doenças silenciosas e por que elas preocupam?
O principal risco da não realização de avaliações preventivas está justamente no reconhecimento tardio de patologias conhecidas como invisíveis.
Particularmente, elas são consideradas um desafio para a equipe médica por não terem nenhum tipo de manifestação evidente, o que faz com que muitas pessoas convivam normalmente com o problema. Enquanto isso, a situação pode avançar, tornando-se mais grave ou comprometendo outras funções do organismo.
Esse tipo de doença apresenta características únicas, como: evolução lenta, que pode levar anos até os primeiros sintomas; chances de comprometer órgãos vitais; ausência de manifestações iniciais; facilidade de descoberta em exames preventivos e consultas de check-up.
Diabetes, pressão alta, glaucoma, disfunções tireoidianas, colesterol alto, patologias renais e osteoporose estão nessa lista. Quando o diagnóstico é precoce, em alguns casos, a intervenção clínica pode avançar para a regressão ou impedir uma evolução mais agressiva.
Entretanto, por não terem sinais ou apresentarem sintomas quase imperceptíveis em suas fases iniciais, a sensação de estar saudável pode levar à ideia de que não é necessário fazer nenhum tipo de acompanhamento clínico, principalmente entre os jovens.
Isso faz com que as mudanças aconteçam gradativamente, transformando o estado clínico em uma complicação muito mais séria, o que acaba limitando as opções de tratamento no futuro.
Principais exames e o papel da medicina na prevenção
A saúde preventiva é uma recomendação para evitar que essas e outras complicações sejam diagnosticadas apenas quando os indícios já estão evidentes. A ideia é que o paciente vá ao médico regularmente e faça um check-up completo, com exames que façam sentido para sua idade e condição prévia.
Na maioria dos casos, os principais exames solicitados são: hemograma completo, incluindo análise de glicemia e perfil lipídico, exames de urina e cardiológicos, como o eletrocardiograma.
Além desses, as mulheres precisam fazer ainda o Papanicolau e a mamografia, e os homens, o toque retal e o PSA, procedimentos que evitam a constatação tardia de doenças, como o câncer.
A indicação é que, em média, adultos jovens precisam visitar o médico pelo menos uma vez por ano. Já as pessoas com mais de 40 anos devem fazer os exames preventivos semestralmente ou anualmente. Tudo depende do histórico familiar e de como está o bem-estar físico no geral.
Os idosos, porém, necessitam de uma assistência mais frequente, principalmente quando há qualquer outro tipo de complicação. Além disso, novas avaliações podem entrar na lista, como o de densidade óssea.
Ou seja, o ideal é que, mesmo sem nenhum sintoma, a pessoa comece a criar uma rotina que inclua visitas regulares ao médico e a adoção de uma vida mais saudável.
A realização regular de exames tornou-se uma ferramenta fundamental para identificar alterações no organismo antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas perceptíveis. Com o avanço da medicina, diagnósticos precoces garantem longevidade e bem-estar.