ACNUR parabeniza decisão da UE de oferecer proteção temporária a refugiados da Ucrânia

Número de pessoas que fogem da Ucrânia já ultrapassou 1,2 milhão, e a Agência da ONU para Refugiados está ampliando seus programas de proteção no país e região

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza a decisão sem precedentes da União Europeia (UE) de oferecer proteção temporária a refugiados que fogem da Ucrânia, na última quinta-feira. A UE e seus Estados-membros devem fornecer proteção imediata a refugiados ucranianos e pessoas de outras nacionalidades vindas da Ucrânia com status de refugiado ou residência permanente.

“Encorajamos todos os Estados-membros da UE a adotarem uma abordagem inclusiva e a concederem proteção temporária às pessoas refugiadas”, disse Pascale Moreau, diretor do Escritório do ACNUR na Europa. “O ACNUR faz um apelo para que os Estados implementem rapidamente a diretiva e garantam aos que fogem da violência a segurança necessária.”

Moreau ressalta que a situação na Ucrânia continua a se deteriorar, e o número de pessoas refugiadas aumenta rapidamente. “Esta está se tornando a maior crise de refugiados da Europa neste século. Muitos Estados-membros da UE já demonstraram grande apoio, e a decisão de ontem reforça esta solidariedade, que esperamos que continue”, completa.

O ACNUR também parabeniza as recentes orientações emitidas pela Comissão aos Estados da UE, incentivando que sejam flexíveis com os controles nas fronteiras e sugerindo medidas para descongestionar essas regiões. “Nossas equipes seguem prontas para apoiar governos e outras partes interessadas a fornecer proteção e assistência humanitária àqueles forçados a fugir nesta crise de refugiados de proporções sem precedentes.”

A situação na Ucrânia e nas regiões de fronteira

Em apenas sete dias, um milhão de pessoas foram forçadas a se deslocar da Ucrânia para os países vizinhos. Mais de 52% delas foram para a Polônia. Apesar dos grandes desafios, as comunidades vizinhas têm recebido os refugiados com os braços abertos, com doações para necessidades básicas, oferta de transporte e acomodação. A equipe do ACNUR também está presente na região e ampliando seus programas de proteção e assistência aos refugiados, em apoio aos governos anfitriões.

  • Na Ucrânia, o ACNUR está apoiando as autoridades para ajudar a estabelecer e organizar centros de acolhimento para pessoas deslocadas e, por meio de seus parceiros, está entregando água, comida e abrigo de emergência para deslocados internos afetados pelas operações militares, especialmente no leste do país.
  • Na Polônia, o ACNUR está trabalhando para aumentar o número de funcionários para responder a consultas por meio de uma linha de ajuda dedicada e está distribuindo e desenvolvendo mais materiais informativos sobre proteção contra exploração e abuso sexual e riscos de tráfico.
  • Na Moldávia, o ACNUR começou a distribuir aos refugiados que chegam ao posto fronteiriço de Palanca os 8 mil cobertores térmicos que chegaram por via aérea em 2 de março. Um comboio de seis caminhões está programado para chegar a Chisinau em 4 de março do armazém do ACNUR na Grécia, com kits para bebês, cobertores, itens de higiene, sacos de dormir, lâmpadas solares e tendas para distribuição aos refugiados.
  • Na Hungria, o ACNUR realiza visitas de monitorização e recolha de informação à zona fronteiriça, para avaliar o número de chegadas e apoiar as autoridades a aumentar a sua resposta, em estreita colaboração com os parceiros.
  • Na Romênia, o ACNUR está em coordenação com as autoridades para fornecer informações às chegadas aos pontos de passagem de fronteira e aos centros de acomodação temporária.

Para apoiar o trabalho do ACNUR, faça uma doação.

O ACNUR lançou esta semana um portal de dados com atualização diária sobre a situação da Ucrânia, que rastreia os movimentos de pessoas forçadas a fugir. No final de 3 de março, o portal relatava um total de 1,2 milhão de refugiados da Ucrânia, e os números estão subindo rapidamente. Eles incluem todas as chegadas, independentemente da nacionalidade, reforçando o apelo do ACNUR por acesso à segurança para todos.

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