conecte-se conosco

Entretenimento

Travessuras com cantigas para crianças

Ana Lúcia

Publicado

em

álbum Travessuras com cantigas para Crianças, de Sabetai Calderoni, é um projeto musical que faz releituras de grandes clássicos folclóricos infantis de domínio público e os adequa a versões mais lúdicas, positivas, afetivas e éticas. Canções populares como “O Cravo e a Rosa” ganham versos carinhosos “O Cravo brincou com a Rosa” e no lugar de “Atirei o pau no gato” um atencioso “Eu dei leite para o gato”.

“Resolvi (…) reescrever cantigas tradicionais, repensando os valores que transmitimos na formação e na educação dos petizes. Para que não se perdesse a familiaridade ancestral cultivada através de tantas gerações, procurei manter as frases e a sonoridade das palavras, preservando os temas e a ambiência em um clima de divertimento e alegria”, explica Sabetai Calderoni.

O disco é composto por 15 canções, sendo todas as adequações das letras de Sabetai Calderoni, a engenharia de som de Adonias Souza Jr., as ilustrações de Noleto e a diagramação de Eduardo Tardiolli. Já os arranjos, voz e instrumentos ficaram por conta de Fábio Cadore, exceção feita as faixas 14 e 15 que contaram com arranjos de Lula Alencar.

Todas as faixas do álbum ganharam versões divertidas em vídeos de Alexandre Coscodai e Juliana Nascimento e estão disponíveis em canal do youtube.

“Acredito que propagar musicalmente valores voltados à ética, ao afeto e à sociabilidade cooperativa não farão mal a ninguém e talvez ajudem um pouco a melhorar o mundo”, finaliza.

Travessuras com Cantigas para Crianças por Sabetai Calderoni

Em vez de atirar o pau no gato, preferi dar leite para o gato. Também achei melhor o cravo brincar com a rosa e parar de brigar com ela. Além disso, na hora do bebê dormir, dispensei a presença pavorosa da cuca, do boi da cara preta e do bicho papão. Maltratar um felino, ferir quem se ama e assustar o bebê não me pareceram boas ideias a serem propagadas, geração após geração, através de melodiosas cantigas.

Fui as lágrimas quando soube que Samba Lelê estava doente, com a cabeça quebrada e quiseram tratar a pobrezinha com lambadas e palmadas. Também fiquei chocado quando me informaram que a canoa virou e o benzinho do Joãozinho ficou no fundo do mar porque ele não tinha aprendido a nadar. Agredir uma menina enferma e deixar de salvar um ente querido por falta de una habilidade tão banal não me pareceram condutas adequadas para se difundir, ainda mais por meio de canções tradicionais. Resolvi então fazer uma travessura e reescrever quinze dessas cantigas tradicionais, repensando os valores que transmitimos na formação e na educação dos petizes. Para que não se perdesse a familiaridade ancestral cultivada através de tantas gerações, procurei manter as frases e a sonoridade das palavras, preservando os temas e a ambiência em um clima de divertimento e alegria.

Acredito que propagar musicalmente valores voltados à ética, ao afeto e à sociabilidade cooperativa não farão mal a ninguém e talvez ajudem um pouco a melhorar o mundo.

Vídeos:

O Sapo já Lava o Pé: https://youtu.be/xpnlVoy92RY

Samba Lelê Tá Contente: https://youtu.be/ZIfb73bo2hg

Eu Dei Leite para o Gato: https://youtu.be/q70Zk9YPHrQ

 

Lista de Canções:

1 – Eu dei leite para o gato;

2 – O Cravo brincou com a rosa;

3 – Nana neném / Boi que é meu amigo / Bicho pimpão;

5 – O sapo já lava o pé;

6 – Samba Lelê tá contente;

7 – Eu sou rico, rico, rico;

8 – A tartaruga diz que tem;

9 – Pai Francisco entrou na roda;

10 – A canoa voou;

11 – Marche soldado da paz;

12 – Achei no Itororó;

13 – Caxangá com a vovó;

14 – Filhos na floresta;

15 – Gnomos.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Teatro

Espetáculo teatral ganha versão online para entreter toda a família

Avatar

Publicado

em

Depois de circular por centenas de cidades Brasil afora, ‘Um Reino Sem Dengue’ transforma a tela no seu palco principal para continuar conscientizando crianças e adultos sobre a dengue, um tema que se mantém atual e que, agora, utiliza a tecnologia para diminuir distâncias e garantir acesso à cultura e lazer à população de todas as idades.

A peça é ambientada em um reino onde não existem doenças, mas que é invadido por um inimigo “invisível” que deixa o rei doente. Para desvendar este mistério, o melhor detetive das redondezas é chamado. Com a ajuda do príncipe, das princesinhas e seus súditos, ele descobre que o grande vilão é o mosquito Aedes Aegypti. A história é baseada no livro homônimo de Alda de Miranda, que traz ilustrações de Ricardo Girotto.

“Em todos os nossos projetos temos o propósito de democratizar o acesso às artes e utilizá-las como ferramenta de fixação e conscientização sobre temas relevantes, como a dengue, por meio de atividades lúdicas e estimulantes, como o teatro. O intuito de ‘Um Reino Sem Dengue’ é reforçar as principais medidas de prevenção: fazer a limpeza adequada, eliminar focos de água parada e jogar lixo no lugar devido. Tudo isso com auxílio de uma linguagem mais leve e divertida e, claro, com o encantamento que o teatro traduz”, comenta Ana Paula dos Santos, coordenadora geral do projeto que está em sua segunda edição.

O espetáculo terá tradução em libras e será comandado pela primeira vez por Mariane Bigio que, entre tantas atribuições, é atriz, cordelista e contadora de histórias. Apostando na ludicidade, a peça utiliza a informação, o teatro de bonecos e a trilha sonora animada como ferramentas para estimular a imaginação das crianças e esclarecer (ou reforçar) a relevância do assunto para os adultos, contribuindo – mesmo que indiretamente – para o combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Neste novo formato, ‘Um Reino Sem Dengue’ será apresentado no sábado (24 de abril) com transmissão ao vivo pelo Canal da Villa 7 | AH7 no Youtube e pelo Instagram da atriz. Viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto Teatro na Villa – 2ª Edição é apresentado pelo Ministério do Turismo através da Secretaria Especial de Cultura, contando com produção da Villa 7 Cultura e Agroinfo, apoio cultural da AH7 Gestão Cultural e com patrocínio da Chem-Trend.

SERVIÇO

Teatro na Villa – Um Reino sem Dengue

Quando: Sábado, 24 de abril

Horário: Às 16h

Transmissão ao vivo: Canal da Villa 7 | AH7 no Youtube e Instagram da Mariane Bigio

Evento online e gratuito

Continue lendo

Entretenimento

Artesanato dos Povos Indígenas terá exposição em Salvador

Avatar

Publicado

em

No mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas (19/04), as etnias da Bahia serão homenageadas com a exposição Artesanato dos Povos Indígenas: Herança de um Brasil Profundo, que acontece de 23 de abril a 22 de maio, no Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia, no Largo do Porto da Barra, nº 2, em Salvador. A exposição, uma das ações do Abril do Artesanato Indígena, vai reunir peças utilitárias e de decoração em cerâmica, madeira, cocares e acessórios produzidos por Pataxós (Porto Seguro), Kiriris e Tuxás, ambas em Banzaê.

Todos os objetos serão comercializados na loja, que estará aberta de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado, das 10h às 16h. Durante a visita, o público deverá respeitar o protocolo de combate à Covid-19, através de aferimento de temperatura, higienização das mãos com álcool em gel, uso de máscara e distanciamento social.

A exposição Artesanato dos Povos Indígenas: Herança de um Brasil Profundo é realizada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – Setre Bahia, através da Coordenação de Fomento ao Artesanato, e pela Associação Fábrica Cultural.

ABRIL DO ARTESANATO INDÍGENA

Em celebração à contribuição dos povos indígenas baianos ao artesanato do estado, uma série de ações dedicadas a artesãs e artesãos indígenas será realizada no mês de abril. Além da exposição, a live Abril do Artesanato Indígena, no dia 20/04, às 15 horas, acontecerá no YouTube do Artesanato da Bahia e contará com entrega virtual das Carteiras Nacionais do Artesão para profissionais Kiriris e Tuxás e apresentação do Plano de Qualificação do Artesanato da Bahia, que terá turmas específicas voltadas aos povos indígenas.

MOSTRA

As comunidades indígenas baianas trabalham com matérias-primas extraídas em sua região, como argila, sementes, cocos, madeiras, penas, palhas e fibras. Um exemplo é a tradicional cerâmica com pintura em Tauá (pigmento de argila na cor branca), produzida por artesãs e artesãos Kiriris.

Na exposição, os Kiriris estarão representados com vários objetos, entre eles, cerâmicas utilitárias, máscaras, cabeças, pássaros, maracas, apitos e colares. Já os Tuxás, da mesma região, trazem o artesanato em madeira, que destaca a fauna em bichos entalhados, além de cachimbos e colares com ossos e dentes. Os Pataxós participam com o artesanato mais desejado pelos turistas que visitam a região de Porto Seguro, com destaque para os objetos utilitários e de decoração talhados em madeira, a exemplos de gamelas em vários formatos, além de cocares coloridos.

SERVIÇO:

Artesanato dos Povos Indígenas: herança de um Brasil profundo

Quando: 23 de abril a 22 de maio

Onde: Centro de Comercialização – Largo do Porto da Barra, 02 – Salvador

Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 16h.

Continue lendo

Festival

Usina Jam se reinventa e promove festival online na pandemia com programação diversa e plural

Avatar

Publicado

em

Com a proposta de reunir e divulgar a diversidade artístico-cultural da cena de Campinas e da RMC, o Festival Usina Jam entrega ao seu público uma versão remodelada em 2021: por conta da pandemia, todas as atividades acontecem em formato online, mas ainda destacando as múltiplas linguagens. A programação do evento contempla shows de música, workshops, apresentações teatrais, uma ação continuada de live painting e uma mostra documental.

“As atividades serão divididas em três dias, embora toda a programação seja online. A ideia é contribuir com o cenário artístico autoral da região a partir do oferecimento de uma grade diversificada e de qualidade. Para além da exposição das obras e dos conteúdos artísticos, o Festival Usina Jam preza pela interatividade como ponto alto da experiência cultural, com o intuito de incentivar que os(as) participantes sejam, além de espectadores passivos, agentes ativos na realização do produto cultural”, explica Daniel Resende, proponente do projeto e curador do Festival.

setlist completo será dividido com o público por meio dos perfis do Festival no Instagram e no Facebook, mas alguns nomes já são conhecidos: o multiartista André Abujamra, o artista de vanguarda RAPadura e a banda de rock’n’roll Tutti Frutti. Idealizado pelos Pedro Barsa e Gra Soares, o Projeto Corredeira leva ao público um repertório autoral fundamentado nas matrizes musicais afro-brasileiras; Eduardo Machado Trio (considerado pela crítica especializada como um dos maiores nomes do baixo brasileiro da atualidade), Nayra Lays (que mostra toda a sua versatilidade ao passar por estilos diversos da música negra a partir das experimentações de flows, ritmos e expressões), o quarteto Death Metal Sinaya (destaque na cena do rock nacional) e Jasper e a Gana (banda de rock alternativo brasileiro) também estão confirmados no Festival.

Viabilizado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, o Festival Usina Jam foi aprovado pelo ProAC Expresso Lei Aldir Blanc nº. 40/2020 e está marcado para acontecer nos dias 23, 24 e 25 de abril com transmissão ao vivo pelo Canal Hocus Pocus no YouTube; todas as atividades são gratuitas.

Workshops

Dentro da programação serão oferecidas três workshops com ações formativas. Na primeira, Duda Crespa ministra a oficina “Produção Cultural Periférica”, que tem como objetivo formar agentes de cultura e lazer através do estímulo ao aprendizado sobre a produção periférica. “Será uma ótima oportunidade para dividir as experiências pessoais que adquiri em anos de estudo e prática ao longo da minha trajetória, além de incitar reflexões e provocações no que tange os chamados ‘eventos de quebrada’, sejam eles no formato presencial ou online. A ideia é conduzir uma oficina que forme pessoas com criatividade, perspectiva de parcerias e acessibilidades para os diversos corpos, e na autogestão da economia a partir da mão-de-obra contratada na própria periferia”, explica Duda, mulher preta, não hétero e artista nascida e criada na periferia.

Criador do primeiro curso de discotecagem voltado para cegos no Brasil (2014), o DJ Anderson Farias desenvolveu e adaptou ferramentas digitais de discotecagem para apoio aos deficientes visuais. Durante o Festival Usina Jam, ele ministra a oficina “Discotecagem para Pessoas com Deficiência Visual”, que defende que ensinar a arte de discotecar para quem não enxerga é completamente possível.

Por fim, o bate-papo “Lei Aldir Blanc – Panorama e Impacto Nacional” será mediado por Ana Luíza Pradella (produtora, gestora cultural, atual vice-presidente e cofundadora do Movimento Nacional ‘Sou 1 de 11 Milhões de Trabalhadores da Cultura’) e Cintia de Almeida (produtora cultural e especialista em Leis de Incentivo à Cultura).

“Em uma perspectiva setorial, vamos discorrer sobre a implantação da Lei nos Estados e Municípios, bem como sua execução e como ela está caminhando na visão do Movimento, que vem atuando diretamente com ações de representação dos trabalhadores da cultura e visa ser um centro catalisador para a mobilização, difusão e apoio ao setor, pretendendo ainda promover o respeito pelo trabalho e criação de cada um”, explica Pradella.

Espetáculos Teatrais

Em uma narrativa que mistura cordel, teatro de mamulengos e músicas típicas (como o xaxado e a embolada), Canoa Encantada apresenta “As Pelejas de Severino em Busco do Boi Suvaco”. O espetáculo narra as aventuras do vaqueiro Severino – representação do homem simples que mantém acesa a chama do sonho e da alegria herdados através das manifestações culturais de seu povo – que adentra às terras do temido João Redondo em busca de um boi perdido, sem saber que elas são assombradas pelo terrível Fantasma do Jaraguá Encantado.

Cia. Pé no Asfalto também é atração confirmada no Festival. Em “O Macaco e a Lua”, dois palhaços pescadores se perdem em alto mar. Buscando por comida, eles acabam pescando um livro de contos africanos e iniciam uma travessia imaginária até a África. Através da leitura da lenda africana que nomeia o espetáculo, eles entram em uma grande aventura, na qual descobrem a origem do tambor e suas raízes de matriz africana.

O espetáculo “A Caravana dos Pássaros Errantes”, do Grupo Nômade, tem como tema principal a liberdade. A partir de uma história real acontecida no Piauí em 1913, o grupo reconta as vivências de uma família cigana que foi perseguida e massacrada, trazendo para o espaço cênico as discriminações, lembranças e as crenças dos personagens. Juntamente com dois músicos, os atores Ana Cristina Freitas e Jonas di Paula narram e se multiplicam em personagens diversos.

Mostra Documental

“Em Construção: Das bases da vida aos dias atuais” trata da personalidade de Samuel Pérsio, um artista plástico nascido em 1982 na cidade de Araucária/PR que está montando um ateliê aberto na sua casa em Recife. No roteiro, o veículo que conduz o conhecer deste artista é sua própria voz, que compartilha sua trajetória em uma conversa entre amigos em um ambiente cotidiano, sua “casa ateliê”. Assinado pelo próprio Samuel Pérsio e por Gabriel Fardin, o mini doc conta com trilha sonora Bapurréca (Arthur Prado e Atabaquara Catulo).

Live Painting

Os artistas Thiago Monster Ectoplasma e Gi Ruggieri serão os responsáveis pela live paint, na qual será criado ao vivo o cenário de um dos palcos da Usina Jam.

Continue lendo

TENDÊNCIA