Sociedade

Torres do Congresso Nacional serão iluminadas para marcar o Dia Mundial do Refugiado

Torres do Congresso Nacional serão iluminadas para marcar o Dia Mundial do Refugiado

Para homenagear o Dia Mundial do Refugiado, que foi observado em todo o mundo ontem (20 de junho), as torres do Congresso Nacional em Brasília serão iluminadas de azul na noite desta 4ª feira (22/06), com fotos de pessoas refugiadas no Brasil sendo projetadas sobre o icônico edifício. A projeção incluirá também um agradecimento da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) à solidariedade do país e de sua população com quem teve que deixar sua terra natal por causa de guerras, conflitos e perseguições.

É a primeira vez que as torres do Congresso Nacional prestam esta homenagem, que foi solicitada pela senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), integrante das comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos do Senado e apoiadora da causa dos refugiados no parlamento brasileiro. A senadora também foi designada pela presidência do Senado para acompanhar, junto ao ACNUR, as iniciativas de proteção em relação às pessoas refugiadas pela guerra na Ucrânia.

A iluminação das torres do Congresso e a projeção das fotos com a mensagem de agradecimento do ACNUR ao Brasil e aos brasileiros e brasileiras se iniciará às 18h30, encerrando-se às 23h30.

De acordo com dados do governo federal, o Brasil já reconheceu como refugiadas cerca de 60 mil pessoas, de 121 nacionalidades diferentes. Elas encontraram proteção e assistência no Brasil, além de condições para reconstruir suas vidas com dignidade e respeito aos direitos humanos.

A ação nas torres do Congresso coincide também com a celebração dos 25 anos da Lei Brasileira de Refúgio (Lei 9.474, de 22 de julho de 1997), que criou o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) e tem assegurado o funcionamento regular do sistema asilo no país, com a participação da sociedade civil e do ACNUR no comitê.

“A lei brasileira assegura direitos básicos para as pessoas refugiadas e tem sido considerada um modelo pelo ACNUR. A resposta do país, que além do Poder Público conta com o apoio da sociedade civil, do setor privado e da academia, deve ser um motivo de orgulho para a população, pois ela assegura o acesso das pessoas refugiadas a direitos e serviços, garantindo assim sua proteção”, observa o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

“Como senadora e membro de um Comitê na ONU, testemunho no dia a dia a importância das relações de cordialidade e respeito entre os países. E quem quer crescer não pode ignorar fenômenos de migração internacional e a condição, muitas vezes desumana, das pessoas refugiados. Por isso, a importância dessa ação do ACNUR Brasil, que chama nossa atenção para essa causa que ainda é muito cercada por preconceitos. O Brasil que almejamos é aberto e acolhedor, com respeito e tolerância a todos que recebemos”, ressalta a senadora Mara Gabrilli.