Vocalista do “Caldeirão com Mion” e estrela dos grandes musicais, a artista propõe um mergulho corajoso nas emoções reais e resgata o direito de sofrer por amor em seu novo projeto autoral.
Atriz, cantora e compositora, Thais Piza, conhecida por seus papéis protagonistas em grandes musicais e hoje também vocalista residente do programa Caldeirão com Mion (TV Globo), protagonista da versão brasileira de Uma Linda Mulher – O Musical, lança nesta quinta-feira (14), o EP eu tô me achando cafona. O lançamento marca o reencontro da artista com seu trabalho autoral que marca uma nova e madura era em sua carreira após grandes sucessos no teatro.
Com três indicações ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante (2017, 2021, 2024) e uma indicação a Melhor Atriz no Prêmio DID (2025), Thais agora mergulha nas profundezas das suas emoções reais em seu novo trabalho autoral.
Em um cenário musical frequentemente dominado por algoritmos de redes sociais, coreografias virais de quinze segundos e faixas produzidas estritamente para servirem de pano de fundo para a rotina acelerada, a artista escolheu remar na direção contrária. Com o lançamento de “eu tô me achando cafona”, Thais propõe um resgate de algo que a indústria moderna parece ter esquecido: o direito de sentir, de sofrer e de chorar de peito aberto. O projeto é um mergulho corajoso na vulnerabilidade humana e rompe com a ditadura do desapego.
A gênese deste novo trabalho nasceu de uma pesquisa informal, porém profundamente reveladora, conduzida pela própria cantora antes de entrar em estúdio. Thais fez uma pergunta simples ao seu público e às pessoas ao seu redor: “Você ouve música pra quê?”. As respostas iniciais foram as esperadas para os dias de hoje: para malhar, para dançar na balada, para relaxar no trânsito. No entanto, ao cavar um pouco mais fundo, uma resposta visceral emergiu de forma unânime e contundente: as pessoas ouvem música para chorar! Ouvem música para dar contorno aos sentimentos que as palavras sozinhas não conseguem explicar.
Foi a partir dessa constatação que o conceito do EP ganhou vida. O trabalho não é sobre a estética do que é “cool” ou inatingível. É sobre a crueza de ter o coração partido e sobre a beleza escondida na coragem de admitir isso em voz alta.
Em suas próprias palavras, Thais Piza resume a essência deste lançamento, refletindo sobre o peso e a leveza de assumir as próprias cicatrizes amorosas:
“Tem que ter muita coragem pra falar de amor de forma sincera. Pra expor que já foi magoado, machucado, traído. Eu resolvi fazer um EP só com músicas sobre isso.”
Esse ato de bravura artística mostra que a verdadeira força não está em erguer muros intransponíveis ao redor do coração, mas sim na ousadia de deixá-los cair. Assumir-se “cafona” é, na verdade, um ato de rebeldia contra o cinismo dos relacionamentos modernos, inaugurando uma fase onde a cantora se sente mais madura e corajosa para expor seus sentimentos.
A arte da produção e a colaboração musical
Para traduzir sonoramente a montanha-russa emocional que compõem as faixas deste EP (que conta com 4 músicas funcionando como capítulos de uma mesma história de desilusão e cura), Thais Piza não esteve sozinha, mas fez questão de colocar sua assinatura em cada detalhe. A produção musical do projeto é um reflexo do refinamento e da exigência técnica da artista. A própria Thais assina a produção em parceria com um time de peso e grande prestígio na cena musical brasileira: os músicos Tuca Alves, Gustavo Salgado, o genial e múltiplo André Abujamra.
A união dessas mentes criativas resultou em uma sonoridade rica, orgânica e que abraça a voz de Thais de maneira intimista, garantindo que a interpretação teatral — moldada por anos de experiência nos maiores palcos do país — seja o grande fio condutor de cada melodia.
Além do time de produtores estelar, o EP traz uma participação mais do que especial que promete arrancar suspiros do público. A faixa em colaboração conta com a presença do cantor Igor Godoi. A escolha do feat passou longe de estratégias puramente comerciais, nascendo de uma conexão genuína, admiração mútua e uma amizade profunda.
“Ele é a minha voz masculina preferida,” revela Thais sobre a parceria. “Sempre quisemos fazer um feat… então ele me chamou pra participar do EP dele e eu chamei ele pra participar do meu. Somos muito amigos e gostamos de juntar nossas vozes.”
O encontro vocal de Thais e Igor é um dos pontos altos do projeto, entregando uma performance de harmonia irretocável e química evidente.
Audiovisual
A narrativa de “eu tô me achando cafona” não ficará restrita apenas aos fones de ouvido. Confirmando a veia cênica da artista, o lançamento do EP será acompanhado por um robusto projeto audiovisual, incluindo videoclipes e lyric videos que ajudarão a contar a história de forma visual e poética. A estética desta nova fase conta com o olhar sensível do fotógrafo Rodolfo Magalhães, responsável por capturar a essência crua, despida de amarras e profundamente romântica que ilustra o material promocional do projeto.
Outras novidades
Além do lançamento de seu novo EP, a atriz e cantora Thais Piza se prepara para subir aos palcos como Beverly na montagem brasileira do musical Vindos de Longe, versão nacional do aclamado espetáculo da Broadway Come From Away, com direção de Rafael Gomes.
Com estreia marcada para junho, no Teatro Ruth Escobar, o espetáculo é inspirado em uma história real e acompanha a mobilização da Gander, no Canadá, que acolheu milhares de passageiros durante um momento de crise global, em uma narrativa potente sobre empatia, conexão e humanidade.
Na trama, Beverly é inspirada em Beverley Bass, piloto norte-americana que fez história ao se tornar a primeira mulher capitã de uma aeronave comercial da American Airlines. A personagem integra o conjunto de histórias reais que atravessam o musical, reforçando a força coletiva que move o espetáculo.