Uso de inteligência artificial na identificação de condutas de risco passa a ser visto como aliado na prevenção de acidentes e na proteção de quem vive da estrada
A utilização de novas tecnologias começa a alterar de forma concreta o modelo de fiscalização nas rodovias brasileiras e reacende o debate sobre segurança viária para quem vive da estrada. Em um país onde a imprudência ao volante ainda está entre as principais causas de acidentes graves, sistemas de monitoramento mais modernos passam a ser vistos como aliados na proteção da vida de motoristas profissionais e demais usuários das estradas.
Câmeras inteligentes, capazes de identificar comportamentos de risco em tempo real, já permitem flagrar situações como o uso do celular ao dirigir, a falta do cinto de segurança e outras infrações que colocam em risco o trânsito nas rodovias. A adoção dessas ferramentas amplia a capacidade de fiscalização e contribui para um acompanhamento mais constante, especialmente em corredores com grande circulação de veículos de carga e transporte especializado.
“Quem vive na estrada sabe que um segundo de imprudência pode colocar tudo a perder. A tecnologia ajuda a coibir comportamentos perigosos e protege quem trabalha certo. Para a nação cegonheira, que move veículos e sustenta parte fundamental da logística do país, isso é uma ferramenta de valorização da vida e de respeito aos irmãos da estrada”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg).
Além da fiscalização, o uso dessas tecnologias permite identificar padrões de risco e apoiar decisões mais eficientes na gestão do trânsito. O cruzamento de dados contribui para a identificação de trechos críticos e para o fortalecimento de ações preventivas, combinando inovação, educação no trânsito e políticas públicas voltadas à redução de acidentes.
“Uma fiscalização mais eficiente ajuda a diferenciar quem trabalha com responsabilidade de quem insiste em colocar vidas em risco. O caminhoneiro profissional já enfrenta jornadas longas, pressão por prazos e desgaste diário. Um ambiente mais seguro reduz acidentes, preserva vidas e melhora as condições de trabalho nas rodovias”, destaca Márcio Galdino, diretor Regional do Sinaceg.
O Sindicato Nacional dos Cegonheiros defende que a incorporação dessas tecnologias seja feita com diálogo e foco na prevenção. Para a entidade, investir em inovação é um passo essencial para tornar o trânsito mais seguro, fortalecer a logística nacional e garantir melhores condições para quem move o país pelas estradas.