Sérgio Pina rebate críticas após declaração sobre Candomblé e defende união contra intolerância religiosa
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Candidato a deputado federal afirma reconhecer o protagonismo negro na formação das religiões de matriz africana, mas sustenta que o Candomblé deve acolher pessoas de todas as etnias

O líder religioso e candidato a deputado federal Sérgio Pina se manifestou após a repercussão de declarações feitas nas redes sociais sobre raça, ancestralidade e pertencimento dentro do Candomblé. Os vídeos provocaram críticas e abriram um debate sobre a origem negra da religião e a participação de pessoas brancas e de outras etnias nos terreiros.

Em sua primeira manifestação, Pina afirmou que o Candomblé foi formado e organizado por negros, mas defendeu que, atualmente, a religião faz parte da cultura brasileira e não deve ser restrita a uma única raça. Para ele, reconhecer as raízes africanas não significa impedir que outras pessoas encontrem pertencimento dentro da religião.

A declaração gerou reações nas redes sociais, principalmente após Pina questionar discursos segundo os quais o Candomblé “pertence aos negros”. Diante das críticas, ele voltou às redes para explicar seu posicionamento e afirmou reconhecer a importância histórica da população negra na construção e preservação dos cultos de matriz africana.

Pina também disse concordar com a necessidade de reparação histórica e destacou a ancestralidade como elemento fundamental para compreender a formação do Candomblé. Ao mesmo tempo, criticou o que considera uma tentativa de responder à intolerância com mais intolerância.

O religioso ainda associou parte das críticas ao seu posicionamento político. Declaradamente conservador e alinhado à direita, Pina lembrou sua participação em atos e eventos ao lado de nomes desse campo político e afirmou que suas escolhas partidárias não deveriam ser utilizadas para questionar sua legitimidade religiosa.

Em meio à repercussão, o candidato reforçou que sua bandeira será o enfrentamento à intolerância religiosa, defendendo diálogo entre candomblecistas, umbandistas, espíritas, católicos, evangélicos e integrantes de outras religiões.

Para Pina, o combate ao preconceito deve passar pelo cumprimento das leis e pela responsabilização daqueles que praticarem atos de intolerância, sem transformar diferenças raciais, religiosas ou políticas em uma “guerra”.

A discussão levantada pelo candidato toca em um tema sensível: de um lado, o reconhecimento do Candomblé como religião de matriz africana, estruturada no Brasil a partir da resistência, espiritualidade e ancestralidade da população negra; de outro, o debate sobre acolhimento e pertencimento de pessoas de diferentes origens étnicas dentro dos terreiros.

Após a repercussão, Sérgio Pina resumiu sua posição nas redes sociais afirmando respeitar o legado negro e defender um Candomblé aberto à diversidade.

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