A Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval reunirá, de 20 a 27 de julho, mais de 100 barcos de diversas classes e tamanhos. O maior encontro da modalidade na América Latina contará também com uma mistura de atletas olímpicos, como os craques Robert Scheidt e Lars Grael, e velejadores amadores.
A competição entra em sua 51ª edição e é organizada pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI). Na raia de Ilhabela (SP), são esperados os barcos mais rápidos e modernos do país, correndo junto com modelos históricos e veleiros menores ou de cruzeiro. Estão no calendário as classes que usam rating para calcular o vencedor, ou seja, ORC, BRA-RGS, Clássicos e RGS Cruiser. A única de monotipos é a C-30.
Para que barcos de diferentes tamanhos disputem regatas em igualdade de condição, a organização busca uma regra para corrigir o tempo. O primeiro barco a cruzar a linha de chegada não necessariamente vence a prova.
“Na equação do tempo corrigido, são consideradas as medidas individuais de cada barco – como tamanho, peso e configuração da vela – para compensar o tempo que cada um leva para completar a prova. Esse método proporciona uma competição justa, permitindo que barcos de diferentes portes e características compitam de forma equitativa”, disse Cuca Sodré, organizador técnico da SIVI Daycoval.
A classe ORC, ou Offshore Racing Congress, é a principal classe mundial e também no Brasil. É normalmente dada a chancela de campeão geral da SIVI Daycoval ao vencedor da categoria, que reúne os barcos mais rápidos. O atual bicampeão do evento, o Crioula, é um TP52 que compete na ORC.
Já a BRA-RGS é talvez a categoria mais numerosa e é considerada a classe de entrada para os velejadores de oceano que saem da antiga Bico de Proa, hoje RGS-Cruiser, para ingressarem em uma regra com medição e tudo.
Seguem na lista de categorias a tradição dos veleiros Clássicos, modelos de 1979 para cá. Esses barcos são os que mais atraem cliques dos fãs e curiosidade pela história que carregam.
