Ao
completar 12 anos de atuação, o Instituto Gourmet faz um balanço de uma das principais
transformações vividas pelo ensino profissionalizante no Brasil: a gastronomia
deixou de ser apenas uma formação técnica para se tornar uma porta de entrada
para o empreendedorismo.
Quando a
rede iniciou suas atividades, grande parte dos alunos buscava aprender técnicas
culinárias para atuar em restaurantes ou aperfeiçoar conhecimentos. Hoje, o
perfil é outro. Cada vez mais pessoas chegam às salas de aula com um objetivo
claro: abrir o próprio negócio, criar uma fonte de renda ou transformar uma habilidade
em profissão.
Essa
mudança acompanha um movimento maior da economia brasileira. Segundo a
Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de Educação cresceu 6,4%
no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O avanço reflete a busca por qualificação voltada ao empreendedorismo e à
geração de renda.
Na
gastronomia, essa transformação também alterou o papel das escolas
profissionalizantes. Além das técnicas de cozinha, temas como precificação,
gestão financeira, marketing digital, delivery e experiência do cliente
passaram a integrar a formação dos alunos.
“O
empreendedor de hoje entende que cozinhar bem é apenas uma parte do negócio.
Para construir uma operação sustentável, ele precisa dominar gestão, conhecer o
comportamento do consumidor e saber utilizar ferramentas que ampliem as
vendas”, afirma Glaucio Athayde, CEO do Instituto Gourmet.
Ao longo
desses 12 anos, o Instituto Gourmet adaptou seus cursos para acompanhar essa
evolução do mercado. A proposta deixou de focar exclusivamente na qualificação
técnica e passou a desenvolver competências ligadas à gestão e ao
empreendedorismo, ampliando as chances de sucesso dos alunos que desejam
construir seus próprios negócios.
A expansão
das plataformas de delivery, a digitalização dos pequenos negócios e o
crescimento do empreendedorismo por necessidade aceleraram esse processo. Em
muitos casos, o aluno não pretende trabalhar em restaurantes tradicionais, mas
vender de casa, atender por encomenda, operar em cozinhas compartilhadas ou
estruturar uma marca própria.
“Percebemos
que nossos alunos passaram a enxergar a gastronomia como um negócio. Isso mudou
a forma como estruturamos nossos cursos. Hoje, tão importante quanto ensinar uma
receita é preparar o aluno para tomar decisões que garantam a sustentabilidade
da empresa”, diz Athayde.
Essa
trajetória de crescimento também tem sido reconhecida pelo mercado de
franquias. Recentemente, o Instituto Gourmet conquistou a chancela da Associação
Brasileira de Franchising (ABF) e, mais uma vez, figurou entre as redes
destacadas no Guia de Franquias da Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
O reconhecimento é concedido com base em critérios como desempenho da rede,
qualidade da operação e nível de satisfação dos franqueados.
Como parte
das ações que marcam seus 12 anos, o Instituto Gourmet passou a oferecer aos
novos alunos um curso complementar voltado ao empreendedorismo no iFood,
ministrado por Bia Fraga. O conteúdo reúne estratégias de precificação,
montagem de cardápio, posicionamento digital e operação em plataformas de
delivery, competências que passaram a fazer parte da rotina de quem deseja
empreender no setor de alimentação.
Para
Athayde, a tendência é que o ensino profissional continue evoluindo ao lado do
mercado. “A gastronomia continuará sendo uma porta de entrada para o
empreendedorismo. O desafio das escolas será formar profissionais capazes de
transformar conhecimento técnico em negócios competitivos.”