RH busca eficácia em gestão de benefícios no trabalho híbrido

RH busca eficácia em gestão de benefícios no trabalho híbrido

RBN
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As mudanças no trabalho, impostas pela crise da Covid-19, exigiu do departamento de recursos humanos eficácia para lidar com processos que envolvam o quadro de colaboradores em empresas. É o que diz Ronn Gabay, diretor na Bematize, consultoria de benefícios.

Para ele, o setor terá um trabalho em especial com a gestão de benefícios devendo avaliar e buscar alternativas de otimização. Pensando no modelo de trabalho híbrido, “Os RHs tiveram dificuldades na adequação de processos por causa da crise no coronavírus. Lidar com pagamentos, salários, benefícios e treinamentos exigiu eficácia e jogo de cintura dos profissionais do departamento. Vejo que isso está longe de acabar e que novas alternativas que facilitem o trabalho, pensando especialmente na gestão de benefícios aplicada ao modelo híbrido, devem ser avaliadas”, afirma.

Uma das alternativas recomendadas pelo especialista é adesão de incentivos e também a gestão de benefícios flexíveis, que é deixar na mão do colaborador o poder de escolha. Dados apurados pela Bematize, indicam que a busca por gestão de benefícios flexíveis cresceu cerca de 50% durante a pandemia.

Legislação em benefícios: Trabalho híbrido exige adequação

Um plano de gestão de benefícios comum inclui itens como plano de saúde, odontológico, seguro de vida, vale alimentação e refeição. Com os impactos causados pela pandemia no mercado de trabalho, novas alternativas surgiram até mesmo como cumprimento de algumas exigências.

Em outubro de 2020, o Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou uma nota com normas técnicas de recomendações para empresas que mantiverem os colaboradores em home office. Entre elas estão o teletrabalho por contrato, itens de ergonomia e suporte tecnológico.

“Muitos clientes nos procuraram para entender como oferecer melhores condições de trabalho aos colaboradores do home office. O primeiro problema estava aí, eles queriam fazer isso por meio de benefícios, mas não podíamos orientá-los sobre uma coisa que não teríamos certeza se duraria por muito tempo”, comenta Gabay.

 

Segundo a legislação trabalhista, um benefício oferecido ao colaborador é direito adquirido e não pode ser retirado. Para o diretor da Bematize, implantar uma gestão pensando no modelo híbrido faz mais sentido do que para cumprir as recomendações impostas pelo órgão do trabalho.

“As empresas precisam enxergar o modelo de trabalho híbrido como uma tendência daqui para frente. Pensar em uma gestão de benefícios para esse modelo é melhor do que trabalhar com a incerteza de oferecê-los tendo como base o home office. Existem alguns deles que podem ser facilmente aplicados em ambos os modelos, isentando a empresa de qualquer problema com a legislação”, explica ele.

Algumas companhias já oferecem aos colaboradores incentivos pensados no modelo híbrido. Segundo levantamento, saúde mental, alimentação saudável, lazer e capacitação serão os novos pilares dos pacotes de benefícios em empresas. Para o diretor da Bematize, isso contribui para a eficácia da gestão de benefícios, já que estará relacionada à inovação.

“Esses novos itens sem dúvida tornam a gestão eficaz, pois faz parte de uma inovação esperada há muito tempo por nós, profissionais do setor. Assistência médica, psicológica, seguro cibernético e auxílio home office, são incentivos que suprem a demanda no trabalho híbrido. Caberá às empresas analisarem quais benefícios fazem mais sentido para esse modelo e tentar equilibrar o pacote oferecido aos colaboradores, pensando em atender às necessidades de quem fica no teletrabalho ou não”, finaliza.

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