Ex-rainha de bateria segue desfilando pela azul e branco de Nilópolis e reafirma uma relação construída ao longo de décadas com a comunidade
Raissa de Oliveira pode até não ocupar mais o posto de rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis, mas sua ligação com a escola continua tão presente quanto nos anos em que esteve à frente dos ritmistas. Após uma longa trajetória reinando no carnaval da agremiação, ela não se afastou da azul e branco e segue fazendo questão de desfilar e participar da vida da escola.
Rainha de bateria da Beija-Flor entre 2003 e 2022, conforme destaca em suas redes sociais, Raissa construiu uma identificação que ultrapassou o cargo. Sua permanência na agremiação depois de deixar a coroa evidencia uma relação de pertencimento com Nilópolis e com a comunidade que acompanhou sua trajetória.
Às vésperas de mais um ciclo carnavalesco, Raissa voltou a chamar atenção nas redes sociais ao surgir caracterizada em verde para celebrar o novo hino da Beija-Flor para 2027, que traz o enredo “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”. A publicação reforçou que, mesmo longe do posto que a projetou como um dos rostos mais conhecidos da escola, ela continua acompanhando e celebrando cada novo capítulo da agremiação.
Sua história é marcada pela longevidade. Foram duas décadas ocupando um dos postos de maior visibilidade de uma escola de samba, atravessando diferentes carnavais e gerações. Mas talvez seja justamente o que aconteceu depois da despedida da coroa que melhor traduza sua relação com a Beija-Flor: Raissa continuou presente.
Em um universo no qual cargos e posições naturalmente se renovam, a ex-rainha demonstra que a ligação com uma escola de samba não precisa terminar quando um ciclo se encerra. Ela trocou o posto de destaque por uma presença que preserva suas raízes e sua identificação com a comunidade.
Hoje, além de artista, Raissa também se apresenta como jornalista em suas redes sociais. No carnaval, porém, sua imagem permanece diretamente associada à Beija-Flor. A cada aparição e a cada desfile, ela mantém viva uma história construída durante anos na Marquês de Sapucaí.
Sem precisar mais da coroa para ser reconhecida, Raissa de Oliveira segue carregando a Beija-Flor como parte de sua própria trajetória — mostrando que títulos passam, mas a identificação com uma escola pode permanecer para sempre.