** Em agosto, a indústria baiana teve o terceiro crescimento consecutivo frente ao mês anterior (0,3%), em um resultado acima do nacional (-0,7%);

** Ainda assim, a produção do setor segue bem aquém da verificada antes da pandemia da Covid-19, num patamar 23,7% abaixo de fevereiro de 2020;

** Frente a agosto/20, a indústria baiana teve a oitava queda seguida (-13,8%) e o segundo pior resultado do país, num desempenho muito abaixo do nacional (-0,7%);

** O recuo em agosto 21/ agosto 20 foi puxado pela fabricação de automóveis (-96,1%) e pelos derivados de petróleo (-18,0%);

** Frente a agosto de 2020, apenas 4 das 11 atividades da indústria de transformação tiveram aumento de produção na Bahia, com destaque para os segmentos de papel e celulose (38,2%) e couro e artigos para viagem (52,0%);

** A produção industrial baiana segue com as maiores quedas do país no acumulado no ano de 2021 (-14,8%) e nos 12 meses encerrados em agosto (-10,1%).

Em agosto, a produção industrial da Bahia apresentou variação positiva (0,3%) frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal. Foi o terceiro aumento consecutivo para o estado nesse comparativo, porém com desaceleração em relação aos meses anteriores (13,0% em junho e 6,6% em julho).

Ainda assim, o resultado do estado foi superior ao registrado no país como um todo, onde houve queda da produção industrial (-0,7%).

Dos 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional do IBGE, 7 apresentaram crescimento no confronto com julho, com os principais destaques sendo Amazonas (7,3%), Pará (7,1%) e Santa Catarina (1,9%).

Apesar do resultado positivo na passagem de julho para agosto, o setor fabril da Bahia segue com produção muito aquém da verificada antes do início da pandemia da Covid-19, operando num patamar 23,7% abaixo de fevereiro de 2020.

O resultado também é negativo em relação a agosto de 2020, com queda de 13,8% na produção industrial baiana. O estado teve a oitava retração consecutiva nesse indicador e o segundo pior recuo do país, superior apenas ao índice da Região Nordeste como um todo (-17,2%), que sofre a influência do desempenho da Bahia.

Frente a agosto de 2020, a produção industrial brasileira também caiu (-0,7%), com resultados negativos em 9 dos 15 locais investigados.

A Bahia segue com os piores índices do Brasil no acumulado no ano de 2021, frente ao mesmo período de 2020 (-14,8%), e nos 12 meses encerrados em agosto (-10,1%). Em ambos os indicadores, os resultados estão bem abaix dos apresentados pela indústria nacional (9,2% e 7,2%, respectivamente).

O quadro a seguir mostra as variações da produção industrial brasileira e regional em agosto de 2021.

Produção industrial da BA tem variação positiva de julho para agosto (0,3%), mas a 2ª maior queda do país frente a agosto/20 (-13,8%)

Queda da indústria baiana em agosto foi puxada pela fabricação de veículos (-96,1%) e derivados do petróleo (-18,0%)

O recuo na produção industrial da Bahia na comparação com agosto de 2020 (-13,8%) se deu por conta da oitava queda seguida na indústria de transformação (-14,7%). Por outro lado, a indústria extrativa (4,4%) apresentou o seu sétimo resultado positivo consecutivo.

A queda geral no mês foi resultado de retrações em 7 das 11 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente no estado, com destaques para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-96,1%) e de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-18,0%).

A fabricação de veículos apresentou sua terceira queda consecutiva e tem o pior desempenho acumulado em 2021, no estado (-94,0%). Já a fabricação de derivados do petróleo, atividade de maior peso na estrutura da indústria baiana, teve, em agosto, sua nona retração seguida.

Entre as quatro atividades industriais com aumento de produção em agosto 21/agosto 20 na Bahia, os principais destaques em contribuição para segurar a queda geral da indústria no mês vieram, respectivamente, da fabricação de celulose, papel e produtos de papel (com alta de 38,2%) e da preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (52,0%).

A maior taxa de crescimento em agosto foi a da fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (160,7%), mas com peso menor na composição da indústria do estado.

Produção industrial da BA tem variação positiva de julho para agosto (0,3%), mas a 2ª maior queda do país frente a agosto/20 (-13,8%)

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