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Pesquisa
demonstra que os municípios mais bem posicionados se destacam

Quando se fala em expansão de
negócios voltados ao agronegócio, é comum imaginar que as cidades com maior
produção agrícola sejam automaticamente as mais atrativas para receber novos
investimentos. Na prática, porém, esse não é o único fator considerado pelas
empresas.

O levantamento “Cidades
Mais Ricas do Agronegócio 2025”, elaborado pela Octante com base no Índice
de Desenvolvimento do Agronegócio Municipal (IDAM), mostra que os municípios
mais bem posicionados se destacam não apenas pelo volume produzido, mas também
por indicadores como acesso ao crédito, geração de renda, infraestrutura,
capacidade de investimento e profissionalização da atividade rural.

Essa combinação de fatores vem
mudando a estratégia de expansão de empresas que atuam no setor. No franchising
do agronegócio, por exemplo, o foco deixou de estar exclusivamente nos maiores
polos produtores e passou a considerar municípios com ambiente econômico mais
estruturado e maior demanda por soluções financeiras especializadas.

“A produção continua
sendo um indicador importante, mas ela sozinha não determina o potencial de um
mercado. Hoje observamos um conjunto de fatores que mostram o nível de
maturidade da atividade econômica local. Municípios com produtores mais profissionalizados
tendem a demandar mais crédito, planejamento financeiro e gestão
especializada”, afirma Romário Alves, CEO da Sonhagro, rede de franquias
especializada em crédito rural.

Segundo o executivo,
propriedades rurais que investem em tecnologia, expansão, armazenagem,
irrigação e renovação de máquinas costumam realizar operações financeiras mais
complexas, exigindo acompanhamento técnico para estruturar financiamentos e
acessar diferentes linhas de crédito.

Isso explica por que cidades
médias com forte desenvolvimento agropecuário passaram a disputar investimentos
antes concentrados nas capitais. Regiões do Mato Grosso, Goiás, Bahia e
Matopiba, por exemplo, vêm registrando crescimento econômico impulsionado pelo
agronegócio e, consequentemente, atraindo empresas especializadas em atender
esse mercado.

Outro aspecto observado pelas
redes é a capacidade de geração de novos negócios. Municípios que concentram
cooperativas, revendas agrícolas, consultorias, fornecedores de insumos e
produtores com perfil empresarial costumam apresentar um ambiente mais favorável
para a instalação de novas operações.

“Quando existe um
ecossistema agrícola consolidado, toda a cadeia se fortalece. Isso amplia a
demanda por serviços especializados e cria condições para que uma franquia
desenvolva um trabalho de longo prazo junto aos produtores da região”,
explica Alves.

O movimento acompanha uma
transformação do próprio agronegócio brasileiro. Com propriedades cada vez mais
profissionalizadas e operações financeiras mais sofisticadas, cresce a
necessidade de empresas capazes de orientar produtores na obtenção de crédito,
gestão financeira e planejamento dos investimentos.

Por isso, indicadores de
desenvolvimento passaram a ser tão importantes quanto a produtividade agrícola
na definição dos próximos destinos de expansão. Mais do que mostrar onde se
produz mais, as empresas buscam compreender onde existe um ambiente favorável
para o crescimento sustentável dos negócios, uma tendência que vem redesenhando
o mapa das franquias ligadas ao agronegócio no Brasil.

Sobre
a Sonhagro
:

Especializada em
soluções completas de crédito rural, a rede visa facilitar os processos
burocráticos para os produtores, atuando no gerenciamento de suas negociações e
na execução dos projetos técnicos que os bancos exigem. Fazendo a sua história há mais de 12 anos,
com mais de 90 unidades que facilitam o financiamento do crédito rural para os
produtores em 25 estados do país.

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