Por que investir em segurança digital em 2026?

Por que investir em segurança digital em 2026?

portalrbn
4 min p/ ler 44 já leram
Imagem: Freepik

Com golpes mais convincentes, vazamentos recorrentes e pressão regulatória, segurança deixa de ser “item de TI” e entra no orçamento como prioridade operacional

Em 2026, investir em segurança digital deixou de ser uma decisão baseada apenas em prevenção. Para muitas empresas, passou a ser uma escolha ligada à continuidade do negócio. O motivo é simples: ataques ficaram mais frequentes, mais discretos e mais difíceis de bloquear com soluções básicas. Ao mesmo tempo, cresceu o custo de um incidente, que hoje envolve paralisação de sistemas, perda de dados, impacto em contratos e desgaste de reputação.

A discussão também mudou de tom. Não se fala mais apenas em “evitar invasões”, mas em reduzir exposição, reagir mais rápido e manter processos essenciais funcionando mesmo quando algo dá errado. Nesse cenário, contar com uma empresa de segurança digital deixa de ser luxo e vira estrutura: ela ajuda a mapear riscos, fortalecer controles, treinar equipes e criar planos de resposta para incidentes.

Assim, segurança digital se aproxima de áreas como finanças, jurídico, compliance e recursos humanos — e deixa de ser assunto restrito à equipe de tecnologia.

Golpes mais sofisticados aumentam o risco para empresas e consumidores

Um dos principais motivos para o aumento do investimento em 2026 é a evolução dos ataques. O ransomware, por exemplo, já não se limita a criptografar arquivos: em muitos casos, os criminosos também copiam dados e ameaçam divulgá-los. Assim, mesmo empresas com backup em dia podem enfrentar um problema grave, porque o dano deixa de ser apenas técnico e passa a ser também jurídico e reputacional.

Além disso, a engenharia social ganhou força. E-mails falsos, mensagens em aplicativos e até ligações com roteiros bem construídos têm sido usados para enganar funcionários e obter credenciais ou autorizações internas. O alvo não é apenas o setor de TI. Financeiro, compras, atendimento e RH se tornaram pontos sensíveis, justamente por lidarem com dados e processos críticos.

Outro ponto que preocupa é a “invasão silenciosa”: ataques em que o criminoso não derruba sistemas de imediato, mas permanece dentro da rede por dias ou semanas, monitorando rotinas e extraindo informações. Muitas empresas só percebem quando o vazamento já aconteceu.

O custo de um incidente cresceu — e não é só financeiro

A conta de um ataque hoje vai além do resgate ou do prejuízo direto. Um incidente pode travar vendas, interromper atendimento, atrasar entregas e comprometer operações básicas. Dependendo do setor, o impacto também pode envolver penalidades contratuais e quebra de confiança com clientes.

Há ainda o efeito em cadeia. Uma falha em um fornecedor, em um software terceirizado ou em um parceiro com acesso à rede pode se transformar em um problema para toda a operação. Por isso, cresce o cuidado com gestão de terceiros, controle de permissões e revisão de acessos.

Em paralelo, empresas passaram a enfrentar maior cobrança de clientes e do mercado. Para fechar contratos, especialmente com grandes companhias, é cada vez mais comum ter de comprovar políticas de segurança, rotinas de backup, gestão de acesso e protocolos de resposta a incidentes.

LGPD e responsabilidade corporativa entram no centro da estratégia

Em 2026, a pressão regulatória também pesa. A LGPD tornou o vazamento de dados um tema com consequências concretas: além de risco de sanções, há o impacto de ter de comunicar incidentes e lidar com questionamentos de titulares, parceiros e órgãos reguladores.

Na prática, isso tem levado empresas a fortalecer processos internos e a formalizar o que antes era improvisado. Políticas de retenção de dados, classificação de informação, revisão de permissões e controle de acesso deixaram de ser “boas práticas opcionais” e passaram a ser exigências para reduzir risco jurídico.

Outro ponto é a governança. Muitas companhias começaram a tratar segurança digital como tema de diretoria, com metas, indicadores e orçamento recorrente — e não como um gasto pontual após um ataque.

Investir em segurança é também investir em resiliência

A lógica de 2026 não é prometer que uma empresa nunca será atacada. A pergunta que tem guiado as decisões é outra: “o que acontece quando houver um incidente?”. Isso muda a forma de investir.

Em vez de concentrar tudo em ferramentas, empresas passaram a equilibrar tecnologia, processos e pessoas. Isso inclui autenticação reforçada, segmentação de rede, monitoramento, treinamento contínuo, plano de resposta e testes periódicos de recuperação.

Também cresce a busca por maturidade operacional: reduzir dependência de senhas fracas, limitar acessos desnecessários, mapear sistemas críticos e garantir que backups estejam realmente prontos para uso.

Investir em segurança digital em 2026 virou um movimento de proteção do negócio como um todo. Em um ambiente onde golpes são mais convincentes e ataques podem ser silenciosos, a empresa que se prepara não é a que “compra a ferramenta mais cara”, mas a que constrói capacidade de resistir, responder e recuperar sem perder o controle da operação — e sem colocar clientes e dados em risco.

Gostou? Compartilhe com amigos!

O que você achou?

Amei 44
Kkkk 40
Triste 13
Raiva 3

Espere! Não perca isso...

Antes de ir, veja o que acabou de acontecer:

Não, obrigado. Prefiro ficar desinformado.