Em 2017, a ARAUCO surpreendeu o mercado ao aprovar um ambicioso projeto para sua fábrica em Valdívia, no Chile. O objetivo era desenvolver um plano sustentável que permitisse à companhia avançar nos conceitos da bioeconomia. A ARAUCO optou por uma linha de produção diferente das existentes até então no país, que se tornou um marco em termos de inovação para o setor florestal chileno: a produção de celulose solúvel e têxtil. Esse tipo de polpa, de origem natural e renovável, caracteriza-se por sua alta capacidade de absorção de água e manutenção de cores e, devido às suas propriedades, incorpora na própria fibra agentes tecnológicos antibacterianos e à prova de fogo. Além disso, o material também serve como matéria-prima na fabricação de tecidos para a indústria têxtil, assim como papel celofane e filtros.
A Valmet forneceu as soluções que incluem o recondicionamento da planta de cozimento em batelada, com dois novos digestores, e a linha de secagem de celulose, que incorporou novos componentes na parte úmida e novos equipamentos para embalar os fardos de celulose.
Devido à delicada situação enfrentada pelo Chile com a Covid-19, equipes da Valmet tiveram de realizar os processos de forma remota. Especialistas da Finlândia, Suécia, Canadá e Brasil, por meio do suporte remoto, juntaram-se aos profissionais em campo, realizando atendimentos em diversas áreas e especialidades.
Apesar do cenário complexo, graças à tecnologia aplicada no processo e ao trabalho em equipe das partes envolvidas, a partida foi realizada com ótimos resultados, atingindo rapidamente as metas de produção e qualidade. “Agregar valor aos processos de produção de nossos clientes é uma meta constante na Valmet. Continuaremos apoiando a ARAUCO com a combinação certa de serviços para cada etapa da linha de produção de celulose têxtil, agregando digitalização e automação”, afirma o gerente técnico de Operações da Valmet na Região dos Andes, Carl Mikael Stäl.