- JAP 2026 começa em Piracicaba com 2.500 atletas e destaque para a participação feminina
- “Nesse sentido, eu destacaria a vontade de homens e de mulheres advogados em superar os próprios limites no esporte. Foram meses de treinamento, conciliando trabalho e família, para mostrarem o melhor desempenho atlético possível em Piracicaba”, diz Fábio Mariz.
JAP 2026 começa em Piracicaba com 2.500 atletas e destaque para a participação feminina
Os Jogos da Advocacia Paulista (JAP) 2026 terão início nesta quarta-feira (3), em Piracicaba (SP), reunindo 2.500 atletas do direito, entre advogados e estagiários, vindos de mais de 170 cidades paulistas. Considerada uma das maiores competições de classe do país, a disputa segue até domingo (7), com programação distribuída em 20 modalidades esportivas.
A cerimônia de abertura será realizada às 19h30 no Clube Cristóvão Colombo, localizado na Avenida Professor Alberto Vollet Sachs, 2300, espaço que receberá a maior parte das competições. Após o protocolo oficial, o cantor Paulo Ricardo fará uma apresentação aberta aos convidados dos participantes.
Promovido pela Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP), órgão vinculado à OAB São Paulo (Ordem dos Advogados do Brasil/Seção São Paulo), o evento deve reunir cerca de 4.000 pessoas, incluindo familiares e amigos dos competidores.
Entre os inscritos, quase mil são mulheres, reforçando uma tendência de crescimento da participação feminina em eventos esportivos. Para a presidente da CAASP, Diva Zitto, o cenário acompanha transformações observadas também no esporte de alto rendimento.
“O esporte sempre foi um espelho das transformações sociais. É emocionante ver o JAP refletir o que já assistimos nas Olimpíadas, com as mulheres ocupando o protagonismo nas quadras e pistas”, diz Diva Zitto. “As advogadas estão mostrando que o espaço do bem-estar, da competição saudável e do lazer também pertence a elas, por direito e por merecimento”.
A presença feminina nos Jogos Olímpicos passou por uma evolução significativa ao longo da história. Em Paris 1900, primeira edição com participação de mulheres, apenas 22 atletas competiram entre os 997 participantes. Já a nadadora Maria Lenk tornou-se, em 1932, nos Jogos de Los Angeles, a primeira brasileira a disputar uma Olimpíada, sendo a única mulher entre os 82 integrantes da delegação nacional.
Nas Olimpíadas de Paris 2024, homens e mulheres estiveram representados em números semelhantes, com cerca de 5.500 atletas de cada sexo entre os quase 11 mil competidores. O Brasil teve maioria feminina na delegação: das 277 vagas, 153 foram ocupadas por mulheres, representando 55% da equipe. Em contraste, na edição de Paris de 1924, o país contou com apenas 12 atletas, todos homens.
Segundo Diva Zitto, o cenário atual da advocacia brasileira apresenta características semelhantes às observadas no movimento olímpico. Hoje, as mulheres representam 51% dos profissionais em atividade na área jurídica.
“Desde 2021, o Conselho Federal da entidade estabeleceu critérios rigorosos de paridade, exigindo que as chapas candidatas tenham 50% de cada gênero e, no mínimo, 30% de participação de pessoas negras”, afirma Diva Zitto.
Além da representatividade, o JAP busca promover integração, qualidade de vida e espírito esportivo entre os participantes. De acordo com Fábio Mariz, diretor da CAASP responsável pela área esportiva, o evento também reconhece o empenho dos profissionais que conciliam rotina de trabalho, família e preparação física.