Escrito por Paulo Roberto Amaral / Agência Ageimagem Comunicação
No mês que celebra o Orgulho LGBT, a busca pela parentalidade entre casais homoafetivos ganham destaque, refletindo uma mudança significativa na sociedade brasileira e na medicina reprodutiva. De acordo com dados da Sociedade Brasileira Reprodução Humana (SBRH), 1 a cada 10 ciclos de fertilização realizados no Brasil já são feitos por casais do mesmo sexo.
Com o avanço das técnicas de reprodução assistida, especialmente da Fertilização in Vitro (FIV), clínicas especializadas têm registrado um aumento expressivo na procura de casais que desejam construir suas famílias de forma biológica, superando barreiras e preconceitos.
“A reprodução assistida deixou de ser apenas um tratamento para infertilidade e passou a viabilizar novos modelos familiares”, destaca o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana da Clínica Mãe.
Para casais homoafetivos femininos, as opções mais comuns incluem a inseminação artificial e a fertilização in vitro (FIV), com destaque para a gestação compartilhada, conhecida como método ROPA, em que uma das parceiras fornece os óvulos e a outra gesta o bebê.
Já para casais masculinos, o processo envolve a FIV combinada ao uso de banco de óvulos e ao útero de substituição, popularmente conhecido como barriga solidária. No Brasil, o procedimento deve ser voluntário e realizado por parentes de até quarto grau.
A história de Fernanda Gardim Martinez Seoane e Patrícia Calil de Andrade ilustra essa realidade. Inspiradas pelo desejo de formar uma família, fortalecido após o falecimento do pai de Fernanda, o casal decidiu buscar a fertilização in vitro em 2022.
“A gente decidiu procurar clínicas e entender mais sobre reprodução assistida depois que meu pai faleceu. Minha mãe falou: ‘não vamos parar com esse desejo, porque também era um desejo dele. É uma forma de manter a memória dele viva’”, relata Fernanda.
A escolha pela FIV aconteceu por ser um método considerado mais seguro e controlado.
Durante o tratamento, realizado sob os cuidados do Dr. Alfonso Massaguer, o acolhimento recebido fez toda a diferença.
“Eu escolhi gerar o Martin, mas o doutor Alfonso tratou a Patrícia, minha esposa, tão mãe quanto eu. Ele pediu exames para ela e falou: ‘não é porque você vai gerar que a Patrícia não precisa estar bem de saúde, porque ela é tão mãe quanto você’. Isso tocou a gente de uma forma muito especial e nos colocou em um nível de igualdade”, emociona-se Fernanda.
Hoje, Martin, prestes a completar quatro anos, é cercado por uma ampla rede de apoio familiar e de amigos.
“A medicina reprodutiva tem o papel fundamental de acolher e viabilizar o sonho da parentalidade para todas as famílias. Nos últimos anos, observamos um crescimento exponencial na procura por casais homoafetivos, e nosso objetivo é oferecer tratamentos seguros, com empatia e respeito a cada história”, afirma o Dr. Alfonso Massaguer.
Para muitos casais, a conquista da maternidade e da paternidade vai além da biologia, representando também um ato de amor e resistência.
“Com o apoio de clínicas especializadas e acesso à informação segura, o sonho de construir uma família se torna cada vez mais possível e acessível”, finaliza Massaguer.
Sobre a Clínica Mãe
A Clínica Mãe é referência em reprodução assistida e atua ajudando pessoas a realizarem o sonho da parentalidade. Com uma equipe altamente qualificada e tecnologia de ponta, a instituição oferece tratamentos personalizados e atendimento humanizado, sempre priorizando a segurança, o acolhimento e a qualidade em cada etapa do processo.
Site: clinicamae.med.br
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Sobre o Dr. Alfonso Massaguer – CRM 97.335 / RQE 42.794
O Dr. Alfonso Massaguer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), especialista em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP, e atua na área de Reprodução Humana há mais de 20 anos.
É diretor clínico da MÃE (Medicina de Atendimento Especializado), clínica especializada em reprodução assistida.
Também foi professor responsável pelo curso de Reprodução Humana da FMU durante seis anos.
Membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e da American Society for Reproductive Medicine (ASRM), o especialista também atua como diretor técnico da Clínica Engravida.
Além da atuação clínica, Dr. Alfonso é autor de diversos capítulos sobre ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros da área médica, além de possuir experiência internacional com passagens por centros especializados na Espanha e no Canadá.