Mercado de luxo: como criar uma marca de sucesso
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Setor conseguiu aumentar lucros, em meio a cenário de recessão

Para se estabelecer no mercado, uma marca, seja ela de qualquer produto, precisa se destacar. Quando o mercado é de luxo, então, o destaque precisa ser ainda maior. Afinal, não se trata apenas do valor em dinheiro, mas do valor simbólico de uma peça de grife. Para quem quer empreender, criar uma marca de luxo pode representar um desafio, mas também uma oportunidade de ser bem-sucedido.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Luxo (Abrael), as vendas de artigos de luxo cresceram em média 51,7% desde setembro do ano passado. Contrariando o cenário global de recessão econômica, esse setor conseguiu aumentar seus lucros. O feito foi motivado pela própria pandemia. Com a impossibilidade de viajar para o exterior, as classes A e B começaram a comprar de lojas de grife locais.

Ao perceber as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros, as marcas de luxo internacionais começaram a investir cada vez mais no país. Produtos que antes não chegavam aqui começaram a ser comercializados pelas lojas locais. O resultado das vendas ultrapassou US$ 5 bilhões no ano passado. Para 2025, a expectativa é um aumento de 3%.

O empreendedor deve saber aproveitar os bons momentos do mercado para conquistar resultados positivos. Um exemplo é o bilionário Bernard Arnault, dono do maior conglomerado de marcas de luxo do mundo, o LVMH, e um dos dez homens mais ricos, de acordo com o ranking global. Sob seu guarda-chuva estão grifes como Christian Dior, Louis Vuitton e Tiffany & Co.

Arnault foi responsável por uma verdadeira revolução no mercado de luxo, com seu olhar sagaz e senso de oportunidade. Sua postura agressiva é bem conhecida no mundo dos negócios e, com ela, foi capaz de adquirir várias grandes marcas.

Mas o que esperar de quem pretende se aventurar por esse mercado agora? Vale mencionar que as vendas dos produtos de luxo aconteceram majoritariamente pelas plataformas virtuais, com aumento de quase 700%. Os consumidores são atraídos pela facilidade de uso e pela variedade de serviços adicionais oferecidos. A autenticação dos produtos de marca atrai consumidores que estão dispostos a pagar mais por uma peça de primeira mão.

As vendas online, impulsionadas pela pandemia, podem ter criado hábitos duradouros, assim como podem ter mudado para valer os hábitos de consumo da população. É preciso prestar atenção aos itens mais buscados, que, no último ano, foram principalmente cosméticos, itens decorativos para casa e até carros.

Amanda Mathias
Atua como assessora de imprensa, redatora e Link Builder na Conversion. Escreve sobre cidades, cotidiano, tecnologia, e-commerce e cultura.

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