Investir em bem-estar para colaboradores é uma estratégia para o crescimento das empresas
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Por Guido Chicata* 

Oferecer bons salários é uma forma de atrair profissionais qualificados, mas não a única. E, em certas situações, não chega a ser a melhor opção. As novas gerações estão cada vez mais preocupadas com o próprio bem-estar, e este é um ponto que as companhias podem usar em suas estratégias para atrair e reter talentos.Vou usar um exemplo clássico: a área de tecnologia.

Se você está neste segmento e quer atrair os melhores talentos do mercado, além de uma remuneração compatível, é necessário oferecer um bom portfólio de benefícios. Este é um mercado extremamente concorrido e, por esta razão, sempre há a possibilidade de as empresas concorrentes cobrirem o salário exigido pelos candidatos. No entanto, muitas vezes, a decisão do colaborador se dá devido à avaliação do pacote de benefícios, e não pelo salário em si.

Geralmente, o candidato analisa também os serviços desenvolvidos, o propósito – traduzido pela cultura – da companhia, a maneira como se relaciona com os colaboradores na prática e como se comunica com o mercado.

Para a empresa que realmente quer se destacar em uma área altamente competitiva oferecer benefícios que fujam do óbvio se torna uma necessidade.

Outro ponto é que aumentos sucessivos de salário acabam pesando na folha de pagamentos devido às dezenas de encargos. Sendo assim, uma das formas de complementar a remuneração do colaborador e ser mais competitivo é buscar um equilíbrio entre remuneração e benefícios.

Vemos no mercado uma série de empresas que oferecem benefícios para a saúde física, psicológica, relacionados à educação, entre outros. Trata-se de formas de conceder um “salário” um pouco maior, sem remunerar em termos de folha. Para o colaborador tudo isso se reverte em bem-estar financeiro e pessoal.

Mas visando à estratégia de proporcionar algumas vantagens aos profissionais é preciso também se atentar às tendências. Com o processo de digitalização vivido pela sociedade, e consequente mudança nos modelos de trabalho, se faz necessário adaptar produtos antigos aos novos tempos. Além dos que foram citados acima, muito se tem falado em benefícios flexíveis. Quando se observa o mercado de VR (Vale Refeição) e de VA (Vale Alimentação), existe uma tendência dos RHs de oferecê-los de forma muito tradicional.

Hoje, porém, algumas empresas de tecnologia disponibilizam benefícios flexíveis para que o colaborador tenha a liberdade de usar o valor da maneira como ele julgar mais aderente à sua realidade. Assim como a flexibilidade do modelo de trabalho (remoto, híbrido, presencial, entre outros), que podem aumentar a produtividade e engajamento dos times.

Um dos benefícios desponta como um excelente aliado na melhora da relação dos colaboradores com vários benefícios que citei anteriormente. Consiste na educação financeira que, nos dias atuais, é um dos mais importantes benefícios que uma empresa pode oferecer ao seu colaborador –  e algo ainda pouco explorado pelas companhias.

Os reflexos? Pense em um colaborador endividado. Ele, por sua vez, tem mais estresse e problemas psicológicos, fatores que reduzem drasticamente a sua produtividade. Além disso, eventualmente, ele pode forçar um desligamento para poder receber um acerto, com o objetivo de quitar a dívida, o que pode ser uma consequência ruim tanto para ele (que ficará desempregado) quanto para a empresa (que perderá um profissional capacitado).

Não por acaso, a importância de as empresas investirem no bem-estar de seus colaboradores saiu do campo da discussão e está se tornando uma prática. Quem não o faz precisa se adequar, para não correr riscos de perder o que há de mais precioso em uma organização: o capital humano.

Guido Chicata é gerente executivo da Ahfin, fintech RH com foco em saúde financeira – e-mail: ahfin@nbpress.com

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