Indústria química apoia Plano Brasil Soberano e quer mais negociações

Indústria química apoia Plano Brasil Soberano e quer mais negociações

RBN
2 min p/ ler 2.1k já leram
© CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgou nota nesta sexta-feira (15) de apoio ao Plano Brasil Soberano, divulgado na última quinta-feira pelo governo federal. A indústria química brasileira exporta cerca de US$ 2,5 bilhões por ano aos Estados Unidos em insumos.

No início deste mês, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou uma tarifa adicional de 40% aos produtos brasileiros exportados ao país norte-americano, que somada ao percentual adotado em abril de 10%, atingiu o patamar atual de 50%.

Conforme a entidade, o Plano Brasil Soberano vai além do apoio financeiro, ao incluir ajustes tributários, prorrogação de prazos e medidas de proteção ao emprego. 

“Ele dialoga com demandas históricas do setor químico e de seus principais clientes – indústrias que transformam insumos químicos em produtos de maior valor agregado destinados ao mercado norte-americano, como plásticos, calçados, alimentos, vestuário, cosméticos e higiene pessoal”.

A Abiquim destacou em sua nota que, entre os 700 produtos inicialmente listados no “tarifaço”, cinco itens foram excluídos, o que equivale a aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações.

A entidade aponta que outros produtos do setor podem ser excluídos da tarifação dos Estados Unidos, o que significaria cerca de mais U$S 500 bilhões em vendas. “Contudo, a ampliação dessa lista depende de avanços rápidos nas negociações diretas entre os governos brasileiro e americano”, disse a Abiquim.

Além disso, a Abiquim ressalta que, caso as tarifas sejam mantidas, será preciso buscar novos mercados para diminuir as perdas do setor.

“O setor, que emprega mão de obra altamente qualificada, tende a registrar impactos sobre o emprego de forma mais lenta, mas o cenário exige monitoramento constante. A dimensão inédita do pacote exige acompanhamento para avaliar se será suficiente ou se será necessária uma segunda fase”, completa a entidade.

Fonte

Gostou? Compartilhe com amigos!

O que você achou?

Amei 76
Kkkk 21
Triste 2
Raiva 5

Espere! Não perca isso...

Antes de ir, veja o que acabou de acontecer:

Não, obrigado. Prefiro ficar desinformado.