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A incontinência urinária afeta a vida de 5% da população mundial. No Brasil, segundo pesquisa do IBOPE, são aproximadamente 12 milhões de pessoas que sofrem com a perda involuntária de urina – uma disfunção que pode aparecer em qualquer fase da vida, comprometendo o bem-estar físico, mas também psicológico e social dos indivíduos.

Técnicas de fisioterapia no trato de distúrbios do sistema urinário, entretanto, têm sido eficazes, garantindo melhoras significativas na qualidade de vida do paciente em tratamento. “Nós temos técnicas, por exemplo, como a radiofrequência não ablativa e o LED, que conseguem impactar até mesmo nos efeitos de dentro da uretra, o que antes a gente não conseguia”, explica a fisioterapeuta Alcina Teles, mestre em Tecnologias em Saúde pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, que atua no Instituto Patrícia Lordêlo – referência no segmento, em Salvador.

Segundo ela, o desenvolvimento e aperfeiçoamento das técnicas, cada vez mais abrangentes, e o avanço nas linhas de tratamento, demonstram bons resultados, devolvendo condições de satisfação e bem-estar a pacientes, que não precisam desistir dos esportes, da vida social ou do lazer por conta da incontinência.

As opções terapêuticas não cirúrgicas incluem exercícios, estímulos para o fortalecimento do assoalho pélvico, além de estratégias como a radiofrequência não-ablativa (para a estimulação de colágeno), a eletroestimulação (utilizada na reabilitação do assoalho pélvico e modulação da bexiga), a fototerapia (com aplicação de luz azul e propriedades que podem contribuir para evolução do quadro clínico) e treinamentos com biofeedback de eletromiografia.

“Na modalidade de biofeedback, que utilizamos, no instituto, o paciente vê a resposta do exercício no computador, com o uso de sensores capazes de captar a contração muscular perineal. É uma forma dele conseguir visualizar, o que auxilia na propriocepção, favorecendo o tratamento”, observa Alcina Teles, que destaca a importância do acompanhamento fisioterapêutico na evolução do quadro clínico de pacientes com incontinência urinária.

“Normalmente, o tratamento fisioterapêutico não tem efeitos colaterais, que algumas medicações costumam provocar, e as taxas de cura são melhores. É também um tratamento de baixo custo, se pensarmos que o próprio corpo do paciente vai trabalhar para essa melhora, mas é preciso lembrar que os resultados vêm a longo prazo, então é mais trabalhoso para o paciente, que precisa seguir as orientações. É muito pequena a parcela que não consegue resultados satisfatórios. Por isso, a cirurgia não deve ser a 1ª linha de tratamento”, alerta.

A terapia indicada para cada paciente – aponta a fisioterapeuta – depende de uma avaliação individualizada de cada quadro. Fatores como sobrepeso ou obesidade, tabagismo, constipação intestinal, idade, traumas locais, lesões nos nervos do esfíncter e dos músculos do assoalho pélvico, gestação e atividades físicas de alto impacto também podem interferir na dificuldade de controle da perda urinária.

“A incontinência não é algo exclusivo do idoso, por exemplo. Mulheres podem passar por isso em todas as fases da vida. Na infância, a depender do tipo, pode ser mais comum no menino ou na menina. Para os homens, é mais frequente após cirurgia de próstata ou em pacientes com alteração de próstata. Diabetes é fator de risco para os 2 sexos. Doenças neurológicas e problemas de coluna que podem fazer compressão nos nervos da região da bexiga também podem desencadear a incontinência”, salienta Alcina Teles.

No Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), a avaliação é funcional. “A gente avalia o processo de enchimento e de esvaziamento da bexiga, com a ultrassonagrafia, com a urofluxometria e também vemos como os músculos estão sendo ativados com a eletromiografia. O tratamento vai ser direcionado de acordo com o que a gente encontrar na avaliação”, afirma. Pacientes com consultas agendadas via plano de saúde devem apresentar solicitação médica.

centralrbn

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