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Caracterizada pela perda involuntária de urina, a incontinência afeta homens e mulheres de diversas idades. Entre as causas mais comuns dessa condição estão: infecção urinária, consequências de cirurgias, problemas neurológicos, constipação intestinal, fraqueza nos músculos pélvicos, lesões na coluna e efeito colateral de medicamentos, por exemplo.

A incontinência urinária, além de provocar desconforto, pode causar constrangimento e, consequentemente, a diminuição da interação social. A boa notícia é que parte dos casos pode ser resolvida com fisioterapia pélvica, sem a necessidade de intervenção cirúrgica. Em qualquer situação, o tratamento é definido por médicos especialistas, geralmente ginecologistas ou urologistas.

Fisioterapeuta e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Salvador (UNIFACS), Maria Clara Neves afirma que um dos principais procedimentos é a fisioterapia pélvica, técnica que promove melhor conscientização corporal e perineal, atuando na reabilitação de músculos e ligamentos que sustentam órgãos localizados na região baixa do abdômen. Dentre as principais estratégias utilizadas para a prevenção e tratamento, estão: uroterapia, biofeedbak eletromiográfico, terapia comportamental, eletroestimulação, além de outros recursos que podem ser adicionados de acordo com os sintomas do paciente.

“A fisioterapia atua no equilíbrio da musculatura pélvica, através de técnicas que auxiliam no funcionamento correto da bexiga. Exercícios pélvicos denominados de cinesioterapia podem ser feitos com ou sem auxílio de aparelhos e técnicas de eletroestimulação. Além disso, a fisioterapia atua, também, diretamente por meio de modificações comportamentais para adequação da função miccional”, destaca a docente ao apontar que existem algumas diferenças no tratamento da fisioterapia pélvica entre homens e mulheres, nas quais a avaliação e o tratamento de cinesioterapia, quando intracavitário, são realizados por orifícios diferentes. “No caso das mulheres por via vaginal e nos homens por via retal”, pontua.

O que dizem os estudos

Estudos mostram melhora de cerca de até 90% dos sinais e sintomas, mas esse resultado pode variar conforme outros fatores sejam identificados, a exemplo da idade do paciente, etiologia da incontinência e hábitos de vida. “Quanto mais precoce o encaminhamento do paciente para a realização da fisioterapia pélvica, melhor será o resultado do tratamento”, conclui a professora da UNIFACS, que integra a Ânima Educação.

Levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) em sete países da América Latina, incluindo o Brasil, aponta que entre pessoas de 60 a 74 anos, 9% dos homens e 22% das mulheres já tiveram incontinência urinária. Na população acima de 75 anos, a condição atinge cerca de 23% dos homens e 36% das mulheres.

Para chamar a atenção sobre a importância de prevenir e tratar essa condição, uma das mais comuns no Brasil, nessa terça-feira (14), é celebrado o Dia Mundial da Incontinência Urinária.

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