Gestão de resíduos, selo eureciclo e materiais reutilizáveis: ações ESG são destaques na 42ª edição da Abrin

Gestão de resíduos, selo eureciclo e materiais reutilizáveis: ações ESG são destaques na 42ª edição da Abrin

Fernanda Leite
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(Foto: Estúdio WTF)

Iniciativas movimentaram US$ 42,12 bilhões mundialmente em 2025; cenário nacional reflete aderência

Em uma geração cada vez mais atenta às questões ambientais, cresce a procura por marcas que incentivam o consumo mais consciente, apostando em materiais recicláveis, biodegradáveis e em processos produtivos mais sustentáveis. A Abrin, maior evento do setor de brinquedos da América Latina, acompanha essa transformação e vem fortalecendo suas iniciativas ambientais a cada edição.

Desde o ano passado, a feira mantém parceria com o selo eureciclo, garantindo a compensação de 100% dos resíduos recicláveis gerados durante os quatro dias de evento. A iniciativa assegura que, para cada embalagem descartada, uma equivalente seja reciclada. O processo começa na montagem e vai até o último dia de evento, os resíduos recicláveis são contabilizados e compensados por meio da compra de créditos de reciclagem junto a cooperativas homologadas, fortalecendo a logística reversa e apoiando a economia circular.

Em 2025, a operação de coleta seletiva conseguiu separar e destinar 20.591 toneladas de recicláveis para a cooperativa central do Tietê e 41.426 toneladas de orgânicos foram convertidas em composto. Para aumentar a quantidade de resíduos separados, desenvolvemos junto com a Trombini, a maior recicladora de aparas de papel do Brasil, um novo modelo de lixeiras, com design educativo indicando de forma clara os tipos de materiais que devem ser descartados em cada coletor. As novas lixeiras também são feitas de papelão 100% reciclável, reforçando a mensagem e o compromisso do evento com a sustentabilidade.

Em 2025, a parceria com a eureciclo possibilitou a destinação correta de 20.591 kg de resíduos recicláveis e 41.426 kg de resíduos orgânicos. Para este ano, uma das novidades está nas lixeiras desenvolvidas em parceria com a Trombini, que contam com novo design educativo, indicando de forma clara os tipos de materiais que devem ser descartados em cada coletor, e são produzidas com material 100% reciclável, reforçando a mensagem de sustentabilidade em todo o ambiente do evento.

Desde 2024, ações vêm sendo implementadas para consolidar o compromisso ambiental da feira. A Arena Abrin Talks, por exemplo, foi projetada com estrutura metálica reutilizável e montagem consciente, desenvolvida pela Ecobooth, vencedora do Prêmio Caio 2024 na categoria Sustentabilidade, reduzindo significativamente o desperdício ao final do evento. Desde então, a iniciativa segue como parte das práticas permanentes da feira, reforçando seu alinhamento às diretrizes ESG.

A digitalização de processos também contribui para a diminuição do uso de papel, substituindo materiais impressos por soluções digitais. Ao final da feira, os visitantes depositam seus crachás em urnas específicas, esses porta-crachás são reaproveitados em outros eventos, enquanto o papel das credenciais é encaminhado para reciclagem.

“Temáticas ambientais deixaram de ser tendências para se tornar diretrizes estruturantes da indústria de brinquedos, e o evento reflete esse movimento.” afirma Luciana Ramos, head de produtos da Feira Abrin, maior evento do setor brinquedista da América Latina.

Dados do Setor

Esse movimento já se reflete nos números: segundo relatório da Data Bridge Market Research, o mercado global de brinquedos sustentáveis cresceu cerca de 122,9% em cinco anos, passando de US$ 18,9 bilhões em 2020 para US$ 42,12 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 97,07 bilhões até 2033.

Já de acordo com a Research and Markets, o setor deve atingir US$ 59,6 bilhões até 2030, reforçando a tendência de expansão impulsionada pela busca por produtos mais responsáveis do ponto de vista ambiental.
Estima-se que cerca de 90% dos brinquedos vendidos atualmente no mundo sejam feitos de plástico. De acordo com o World Wide Fund for Nature (WWF), esse material pode permanecer no meio ambiente por até 500 anos, e apenas 9% de todo o plástico produzido é efetivamente reciclado. Além do impacto ambiental, a degradação de brinquedos plásticos gera microplásticos que contaminam os oceanos, entram na cadeia alimentar e podem afetar a saúde humana.

Esse cenário torna a sustentabilidade uma pauta cada vez mais urgente no setor de brinquedos, exigindo que fabricantes e eventos incorporem práticas ecológicas desde a concepção dos produtos até o descarte final. Nesse contexto, iniciativas como as da Abrin reforçam o papel do setor na construção de um mercado mais responsável e alinhado às demandas ambientais atuais.

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