GCB estreia no financiamento de infraestrutura urbana com R$ 25 milhões para tratamento de resíduos
Divulgação

Operação de crédito privado está ligada a aterro sanitário de Porto Velho, cujo volume recebido cresceu 30,5% em um ano

A GCB, empresa especializada em estruturação, securitização e distribuição de ativos de crédito privado via CVM 88, estreia no financiamento de infraestrutura urbana com uma operação de R$ 25 milhões em debênture de securitização, lastreada em Nota Comercial, voltada ao tratamento de resíduos sólidos urbanos em Porto Velho (RO). Os recursos serão destinados à Ecofort Engenharia Ambiental, responsável pela Central de Tratamento de Resíduos (CTR), aterro sanitário que recebe a maior parte dos resíduos urbanos produzidos na capital de Rondônia.

A companhia vem registrando expansão do volume acolhido. No primeiro semestre de 2026, passaram pela CTR, em média, 16,5 mil toneladas de resíduos por mês, alta de 30,5% em relação ao mesmo período de 2025. Único aterro sanitário regularizado em um raio de ao menos 50 quilômetros do centro de Porto Velho, a central tem vida útil projetada em mais de 33 anos.

“Saneamento e tratamento de resíduos ainda demandam muito investimento no Brasil, principalmente fora dos grandes centros, e o crédito privado pode ocupar um espaço importante no financiamento dessa infraestrutura. Para o investidor, são oportunidades de acessar projetos que atendem a necessidades permanentes das cidades e têm uma dinâmica menos dependente dos ciclos de consumo. É um segmento em que vemos potencial para novas operações”, afirma Victor Moura, diretor de DCM da GCB.

A operação marca a entrada da GCB em um segmento de infraestrutura ligado diretamente à prestação de um serviço urbano essencial. O avanço da destinação adequada de resíduos ganhou impulso com o Marco Legal do Saneamento, que estabeleceu regras para a substituição dos lixões por estruturas regularizadas. Em Porto Velho, a CTR passou a receber volumes adicionais após o fechamento do lixão da Vila Princesa, em 2023.

Os recursos serão utilizados principalmente na reorganização de passivos da Ecofort, além da formação de um fundo de reserva e do reforço do capital de giro da empresa. A operação busca organizar a estrutura de capital da companhia em torno da CTR e de seu fluxo de recebíveis.

A emissão prevê investimento mínimo de R$ 1.000 e prazo de 60 meses, com previsão de pagamento mensal de juros e amortização, sem carência. A remuneração prevista é de CDI + 6,0% ao ano. O investimento é feito exclusivamente por meio da plataforma da GCB Investimentos.

A Ecofort pertence à Família Faria, que atua há mais de 20 anos em soluções ambientais na região de Porto Velho. A estruturação do crédito conta com um conjunto de garantias que inclui cessão fiduciária de recebíveis, alienação fiduciária de 49% das cotas da CTR detidas pela Ecofort, aval dos sócios da empresa e fundo de reserva equivalente a doze meses de juros. Os fluxos de pagamento transitam por conta controlada pela GCB.

A operação é resultado de mais de doze meses de estruturação, desde as primeiras conversas com a Ecofort. Ao longo desse período, a GCB conduziu diligência in loco, com visitas à CTR, à sede da companhia e às demais estruturas do grupo, aprofundando o conhecimento sobre a operação e os ativos que dão lastro à emissão.

Encontrou algum erro? Entre em contato