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Saúde

Falta de libido e disfunção erétil afetam pacientes após infecção por coronavírus

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Após enfrentarem a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e o tratamento isolados, muitos pacientes convivem com sintomas persistentes e sequelas da COVID-19. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina de Washington e publicada, este ano, no Jornal JAMA Network, revela que 3 em cada 10 infectados pelo novo coronavírus apresentam sequelas até 9 meses após a cura, mesmo aquelas pessoas que tiveram sintomas leves e/ou moderados da doença.
E embora grande parte dos relatos aponte para fadiga, perda de olfato e paladar, problemas respiratórios, neurológicos e confusão mental, estudos mostram que a doença pode afetar ainda a saúde sexual e reprodutiva, levando à disfunção erétil e à falta de libido.
Segundo o médico Jorge Valente, especialista em medicina integrativa e reposição hormonal, alterações como a disfunção sexual acontecem porque a COVID-19 é uma doença sistêmica que desencadeia processos inflamatórios comprometendo também os vasos sanguíneos. “O grande problema do coronavírus é o aumento da inflamação, que pode atingir o endotélio vascular, ou seja, a camada que reveste internamente os vasos do corpo, inclusive os vasos penianos. Disfunções no endotélio estão associadas à dificuldade de ereção”, explica.
Além disso, análises e testes mostram que o coronavírus chega a atingir células dos testículos, o que também poderia levar à disfunção erétil em homens. “O coronavírus penetra na célula pelo receptor da enzima conversora angiotensina. Em qualquer célula que haja esse receptor, ele pode penetrar. Ele é muito abundante nos pulmões, por isso nesse órgão se provocam as maiores complicações, mas existe também no testículo”, afirma Jorge Valente. De acordo com o especialista, a dificuldade de ereção pode ocorrer ainda porque o coronavírus pode depletar os níveis de testosterona.

No caso da perda de libido, entretanto, os homens não são os únicos afetados e alterações na saúde sexual são manifestadas também por mulheres que tiveram a infecção. A orientação, a pacientes do sexo feminino ou masculino com disfunções e alterações na vida sexual após COVID-19, é que procurem profissional médico especializado para a avaliação clínica, investigação e as opções terapêuticas de reabilitação.

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