Falta de dados sobre corridas de rua reforça importância do PIB do Esporte para investidores
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A ausência de indicadores econômicos específicos para o mercado de corridas de rua ainda dificulta a avaliação de patrocínios, resultados comerciais e oportunidades de investimento. O diagnóstico foi apresentado nesta segunda-feira (19) por Thadeus Kassabian, cofundador da Yescom, durante o SDE Bisutti Talks, encontro realizado pelo Instituto Sou do Esporte no Bisutti Viale 441, em São Paulo (SP).

Promovida em parceria com a Bisutti e com apresentação da Foco Radical, a edição reuniu empresários, executivos e representantes do setor esportivo para discutir a profissionalização da modalidade, que está entre as mais praticadas no país.

Segundo Kassabian, o Brasil possui aproximadamente 15 milhões de corredores. A Yescom organiza cerca de 40 provas anuais, com impacto direto sobre 150 mil pessoas, mas o executivo considera que a expansão do calendário precisa ser acompanhada de informações mais precisas sobre a atividade econômica gerada.

“A gente precisa de referência, e o organizador precisa de referência. O Instituto Sou do Esporte e o PIB do Esporte trazem referências para pesquisa, resultados, pós-venda e governança. É um projeto que conheci recentemente e que está me encantando”, afirmou.

Estudo aponta dimensão econômica do esporte

O PIB do Esporte, desenvolvido pelo Instituto Sou do Esporte com metodologia da EY, apontou que o setor movimentou R$ 183,4 bilhões em 2023, equivalente a 1,69% do PIB nacional. O estudo também identificou 3,3 milhões de empregos diretos e indiretos.

Embora esses números representem o esporte em seu conjunto, o instituto busca ampliar a produção de informações que ajudem empresas e organizações a compreender a contribuição de diferentes atividades.

Fabiana Bentes, fundadora e presidente da entidade, destacou a importância de aproximar pesquisas econômicas e experiências de profissionais que atuam na operação dos eventos.

“Quando reunimos empresários e lideranças que vivem o esporte diariamente, conseguimos mostrar na prática que existe uma cadeia econômica por trás de cada modalidade. A corrida de rua é um exemplo muito claro disso. Precisamos gerar dados, profissionalizar cada vez mais o setor e criar referências para que as empresas entendam o esporte não apenas como uma ativação, mas como uma oportunidade de investimento”, afirmou.

Durante a apresentação, Kassabian explicou que uma prova de rua depende de contratos com fornecedores de materiais, água, equipamentos, serviços de som e profissionais, além de planejamento de segurança e logística.

“Corrida de rua é negócio. Um evento movimenta estrutura, som, camiseta, água, fornecedores e pessoas. Para colocar uma corrida na rua é preciso gestão, organização e responsabilidade. Não estamos falando apenas de uma atividade esportiva, mas de uma cadeia que movimenta diferentes áreas”, afirmou o executivo.

A programação do instituto terá continuidade em 30 de novembro, com o 11º Prêmio Sou do Esporte Foco Radical, na Sala São Paulo, e em 1º de dezembro, com o encontro empresarial “Negócios em Foco”.

Sobre o Instituto Sou do Esporte

Fundado pela jornalista Fabiana Bentes em 2015, o Instituto Sou do Esporte é uma organização independente e apartidária que atua no fortalecimento da gestão, da transparência e da responsabilidade social no esporte brasileiro. Seus projetos incluem estudos econômicos, premiações, capacitação e encontros empresariais.

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