Vivemos em uma época em que a educação voltou ao centro das disputas simbólicas, políticas e culturais. Em um mundo atravessado por polarizações, algoritmos, crises de autoridade e disputas narrativas, a ideia de neutralidade educacional reaparece com força.
É nesse ponto de inflexão que se insere Educação não é Neutralidade, do professor Wolmer Ricardo Tavares, obra publicada pela ÍCONE EDITORA. O livro parte de uma premissa clara e intelectualmente honesta: toda prática educativa carrega valores, escolhas e visões de mundo. Negar essa condição não elimina a ideologia, apenas a oculta.
Wolmer questiona o papel da escola, do professor e do conhecimento:
“Ensinar é apenas transmitir conteúdos ou formar consciências capazes de interpretar o mundo?”
Antes de apresentar teses, a obra realiza um diagnóstico do tempo presente. Ao analisar o discurso da neutralidade, o livro evidencia como ele emerge em contextos de crise institucional, disputas políticas e insegurança social. Em vez de tratar a educação como território técnico ou asséptico, a obra a recoloca em seu lugar real: um espaço de formação ética, cultural e intelectual, atravessado por relações de poder, linguagem e sentido.
Segundo estudos amplamente debatidos em universidades como Harvard e MIT, processos educacionais não se limitam à transmissão de informações, mas moldam formas de pensar, interpretar e agir no mundo. A educação influencia valores, percepção crítica, participação social e capacidade de lidar com a complexidade. É exatamente esse entendimento, respaldado por anos de pesquisa em pedagogia, psicologia cognitiva e ciências sociais, que Educação não é Neutralidade articula ao contexto brasileiro e contemporâneo.
Publicado pela ÍCONE EDITORA, o livro dialoga com temas que hoje mobilizam educadores, gestores, famílias e pesquisadores: educação e democracia, formação do pensamento crítico, currículo, autonomia docente, liberdade acadêmica, ideologia na educação, escola e sociedade. Esses temas não aparecem como slogans, mas como questões estruturais, analisadas com rigor conceitual e responsabilidade intelectual.
A obra propõe uma inversão fundamental: o problema não está na presença de valores na educação, mas na ausência de clareza sobre quais valores estão sendo transmitidos e por quê. Ao assumir que educar é sempre um ato situado histórica e culturalmente, o livro oferece ao leitor instrumentos para uma reflexão mais madura sobre o papel da escola em tempos de incerteza e disputa simbólica.
Ao lançar Educação não é Neutralidade, a ÍCONE EDITORA reafirma seu compromisso com publicações que não fogem dos grandes debates do presente. Mais do que um livro sobre educação, a obra se apresenta como um convite à lucidez: compreender que formar não é neutralizar, mas responsabilizar-se.
Em um tempo que confunde silêncio com isenção, a ÍCONE EDITORA, reconhecida nacionalmente por seu catálogo dedicado ao pensamento crítico, à educação e às ciências humanas, aposta no que se tornou raro e necessário: clareza intelectual, contexto histórico e pensamento crítico.
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