Estudo inédito analisa quase 12 milhões de resultados e revela panorama completo das corridas de rua no Brasil

Estudo inédito analisa quase 12 milhões de resultados e revela panorama completo das corridas de rua no Brasil

Redação RBN
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Foto: Regis Dias/FotopFoto: Regis Dias/Fotop

Um levantamento inédito conduzido pela ChronoMAX, empresa de tecnologia especializada em cronometragem esportiva, traça o retrato mais abrangente já produzido sobre as corridas de rua no Brasil. O estudo analisou 11,9 milhões de resultados oficiais de provas realizadas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, provenientes de 9.803 eventos em 1.979 cidades, abrangendo os 27 estados brasileiros. Trata-se da maior base de dados já estudada no país sobre a performance de corredores amadores.

O principal insight aponta a consolidação da participação feminina nas corridas de rua brasileiras. As mulheres já representam 51,8% do total de concluintes no estudo e demonstram desempenho proporcionalmente cada vez mais competitivo conforme a distância aumenta. A diferença de tempo entre homens e mulheres cai de 19,9% nos 5 km para cerca de 10% na maratona, demonstrando que quando o assunto é resistência, as mulheres performam tão bem quanto os homens.

“Esse estudo é inédito porque traça, a partir dos resultados, como tem sido a evolução do esporte ao longo dos últimos três anos”, afirma João Marcos, CEO da ChronoMAX. “Foi impressionante observar como a diferença de performance entre homens e mulheres diminui conforme a distância aumenta”, comentou.

Essa tendência aparece de forma consistente: a diferença percentual entre gêneros é de 19,9% nos 5 km, 14,6% nos 10 km, 11,4% na meia maratona e apenas 10% na maratona, indicando maior equilíbrio competitivo nas longas distâncias.

Outro destaque é o forte crescimento do running entre jovens e adultos jovens. A faixa de 20 a 24 anos lidera a expansão em praticamente todas as distâncias, especialmente nos 5 km (+2.348%) e 10 km (+2.304%), evidenciando a entrada massiva de novos corredores, sobretudo da Geração Z. Já o grupo de 30 a 34 anos apresenta forte avanço na meia maratona (+1.311%), enquanto atletas entre 25 e 34 anos concentram a maior evolução nas maratonas, sugerindo progressão natural para distâncias mais longas.

“Muito interessante notar como a Geração Z vem puxando o crescimento nas distâncias menores, acompanhada de perto pelo público 60+, que cada vez mais adota a corrida como estilo de vida”, completa João Marcos.

Corrida de rua por regiões

O estudo também confirma o Sudeste como principal polo da modalidade. A região concentrou 6,1 milhões de concluintes no período analisado, o equivalente a 51,2% do total nacional, distribuídos em 3.550 eventos. O Sul aparece em seguida, com 2 milhões de participantes (16,6%), seguido pelo Nordeste, com 1,9 milhão (16,1%). Centro-Oeste e Norte completam o panorama com 961 mil e 500 mil concluintes, respectivamente.

Pela primeira vez, a pesquisa estabelece benchmarks nacionais baseados em resultados reais. Nos 5 km, o tempo mediano masculino foi de 32min18s, contra 38min42s no feminino. Nos 10 km, 58min01s para homens e 1h06min31s para mulheres. Na meia maratona, 1h56min37s e 2h10min37s, respectivamente. Já na maratona, os tempos médios foram de 3h56min22s no masculino e 4h20min06s no feminino.

A análise geográfica de performance aponta domínio da região Sul com as cidades mais rápidas do país em todas as distâncias. Joinville (SC) lidera o ranking nacional do 5 km masculino em 2025. Chapecó (SC) registrou o melhor desempenho feminino nos 5 km, enquanto Porto Alegre (RS) se consolida como grande destaque na maratona e meia maratona nacional, liderando com os melhores tempos em ambos os gêneros.

Além da análise retrospectiva, o estudo apresenta projeções até 2030 e oferece subsídios estratégicos para organizadores, patrocinadores e empresas do setor esportivo. O material inclui rankings por região, estado e cidade, comparativos de performance por gênero, evolução temporal do mercado e insights sobre o comportamento dos corredores brasileiros.

Ao longo de três meses, foram compilados resultados disponibilizados publicamente em sites de organizadores e empresas de cronometragem. Apenas eventos com tempos divulgados online foram considerados. Corridas sem resultados digitais ficaram fora da análise, o que torna os dados uma amostra ampla e representativa, embora não exata do mercado nacional. Nenhuma base privada ou dado pessoal além das informações públicas foi utilizada.

Veja o estudo completo da ChronoMAX: https://estudo.chronomax.com.br/01

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