Esqueça o faturamento. É a margem que vai decidir quem cresce em 2026

Esqueça o faturamento. É a margem que vai decidir quem cresce em 2026

Fernanda Leite
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Empresários que focam em performance financeira — e não apenas em vender mais — estão revendo seu modelo contábil e fiscal como estratégia de crescimento. Lucas Oliveira, da LCS Contabilidade, explica por que o lucro está nos bastidores.

Por muitos anos, vender mais foi o mantra do crescimento. Mais contratos, mais clientes, mais unidades, mais receita. Mas, em um cenário de reforma tributária, alta competitividade e margens pressionadas, o jogo virou. Empresários inteligentes já entenderam que o futuro das empresas passa por uma pergunta mais profunda: como manter — e ampliar — a margem de lucro diante de um ambiente fiscal em constante mutação?
A resposta está longe dos setores comerciais ou do marketing. E cada vez mais próxima da contabilidade — não a que entrega guias e relatórios, mas a que participa da construção da estratégia.

“Hoje, o empresário que não revisa sua estrutura tributária e contábil não está só deixando de ganhar mais. Ele está comprometendo a sustentabilidade do negócio a médio prazo”, afirma Lucas Oliveira, sócio da LCS Contabilidade, consultoria especializada em crescimento com eficiência fiscal.

Segundo ele, crescer não é só vender mais — é ter uma base que aguente esse crescimento. E é nesse ponto que muitas empresas erram: mantêm o mesmo regime tributário de quando eram pequenas, continuam precificando sem considerar o impacto real dos impostos e desconhecem completamente os créditos fiscais a que têm direito.

Escalar não é difícil. Difícil é lucrar com escala

Lucas compartilha o caso de um cliente do setor de serviços que aumentou o lucro líquido em 12% sem mexer no faturamento. A mudança? Uma reorganização societária, migração de regime tributário e controle de margem por centro de custo. “Foi um ajuste silencioso, de bastidor. Nenhum cliente percebeu. Mas o caixa da empresa sentiu — e agradeceu”, comenta.

Essa diferença de abordagem tem atraído empresas de médio porte que estão crescendo e entendem que precisam mais do que uma contabilidade “que cumpre obrigações”. Elas querem uma contabilidade capaz de projetar cenários, testar alternativas fiscais, ajudar na precificação e até antecipar impactos da reforma tributária.
“A reforma tributária é o pretexto ideal para repensar tudo. Não só para se adaptar, mas para sair na frente. Quem for ágil agora pode ampliar margem enquanto os outros ainda estiverem se ajustando”, reforça Oliveira.

A contabilidade deixou de ser custo. Virou alavanca

Empresas que querem escalar com inteligência estão descobrindo que a contabilidade é uma das áreas mais estratégicas para o negócio — desde que ela participe do processo decisório.

O que está em jogo não é apenas “pagar menos imposto”, mas lucrar mais com a mesma estrutura. E isso envolve revisar desde o modelo de contrato social até a forma como o pró-labore é definido, a distribuição de lucros, o uso de créditos, o relacionamento com fornecedores e os tributos incidentes em cada operação.
Em um cenário onde o volume de vendas pode até crescer, mas os custos sobem em paralelo, é a margem que vai separar empresas saudáveis de negócios frágeis em 2026. E a margem — como Lucas gosta de dizer — está nos detalhes que ninguém vê.

“O contador que entrega o passado já ficou para trás. O que as empresas precisam é de um parceiro que ajude a desenhar o futuro.”

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