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Saúde

Especialistas alertam sobre as doenças oculares mais comuns em pessoas negras

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Especialistas alertam sobre as doenças oculares mais comuns em pessoas negras

O mês de novembro marcou o alerta para diversos cuidados com a saúde, mas é preciso chamar a atenção também para os cuidados com a saúde ocular das pessoas negras. Isso porque, algumas condições genéticas afetam de forma mais comum esse público. “Estudos mostram que a população negra tem quatro vezes mais chances de desenvolver o glaucoma, a principal causa de cegueira irreversível do mundo. Por isso, é importante estar atento à saúde ocular, além de manter suas consultas oftalmológicas em dia”, alertou Carina Laiola, oftalmologista do Instituto de Olhos Freitas, empresa do Grupo Opty em Salvador.

O glaucoma é uma doença que se caracteriza por um aumento da pressão intraocular ou por uma fragilidade do nervo óptico. “Na fase inicial, a doença pode não apresentar sintomas. Muitas pessoas só desconfiam que têm algo errado quando começam a perceber a perda da visão. Por isso, o diagnóstico precoce possibilita o tratamento”, explicou a especialista.

Quando diagnosticado precocemente, em aproximadamente 90% dos casos é possível diminuir as taxas de progressão da doença. Por isso, consultar-se com um médico oftalmologista regularmente é a única forma de prevenir e detectar precocemente problemas oftalmológicos que podem levar à cegueira. “No caso de pessoas com maior predisposição genética a desenvolver doenças relacionadas à saúde ocular, ou que tenham histórico de doenças oftalmológicas na família, o acompanhamento regular torna-se indispensável”, comentou a médica Carina Laiola.

A especialista ressalta que para realizar o diagnóstico é preciso avaliação dos valores da Pressão Intra ocular e das características do Nervo Óptico. Estes exames são realizados na rotina da consulta com oftalmologista e em casos suspeitos exames complementares serão solicitados.

Exames são indispensáveis

Os principais exames para a detecção do glaucoma são:

– Tonometria: o oftalmologista avalia a pressão do olho com um aparelho chamado de tonômetro. Em casos de glaucoma, geralmente é superior e 22mmHg.

– Oftalmoscopia: o exame avalia o nervo ótico, em sua forma e cor, que podem identificar possíveis lesões suspeitas de glaucoma.

– Perimetria: ajuda o oftalmologista a identificar se existem perdas do campo de visão (principalmente periférica) provocadas pelo glaucoma.

– Gonioscopia: caracteriza o tipo de glaucoma em aberto ou fechado o que ajuda para definir tratamento.

– Paquimetria: avalia a espessura da córnea e sua influência sobre a medida da Pressão Intra Ocular.

Após o diagnóstico o tratamento escolhido pode ser realizado por uso colírios, tratamento por laser ou cirurgia. Para melhor tratamento e preservação da qualidade visual do paciente é muito importante o diagnóstico mais precoce.

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