Apesar de ser continuamente ignorado, este simples fator pode apresentar até mesmo economia na conta de luz
Os sistemas de degelo das geladeiras são essenciais para garantir a praticidade do dia a dia, principalmente no que se refere a consumo de energia e durabilidade do eletrodoméstico. Mesmo que seja um fator comumente ignorado na hora da compra, entender como essa tecnologia funciona pode levar até a uma compra mais adequada para cada perfil de uso.
Atualmente, o mercado oferece quatro sistemas de degelo, sendo eles: manual, seco, cycle defrost e frost free. Cada um destes modelos possui características, vantagens e limitações específicas para cada tipo de usuário.
Degelo manual: o sistema mais simples
Neste modelo de degelo, o usuário precisa desligar a geladeira da tomada e aguardar todo o gelo acumulado nas superfícies do freezer derreter naturalmente. No final do processo, é preciso descartar a água descongelada para que seja possível limpar e não gerar problemas no eletrodoméstico.
Entre todos, esse é o sistema mais trabalhoso e menos prático. Ele costuma ser encontrado em geladeiras mais antigas e modelos de entrada com preço acessível. Por isso, é recomendado para quem possui tempo para realizar manutenções periódicas e não tem muito dinheiro para investir no eletrodoméstico.
Degelo seco: a praticidade com um botão
Geladeiras que possuem o degelo seco não precisam ser desligadas da tomada para realizar a limpeza. Esse tipo de refrigerador possui um botão que consegue derreter a água solidificada no freezer, que escoa para um reservatório que fica atrás do aparelho e evapora naturalmente, devido ao calor gerado pelo compressor.
Mesmo que seja um avanço, quando comparado ao sistema de degelo manual, ele ainda exige uma certa atenção do usuário. Isso porque o uso deve seguir a periodicidade indicada no manual de instruções, evitando problemas posteriores.
É um tipo de modelo ideal para quem consegue pagar um preço mediano no aparelho. Além disso, também é para pessoas que não se importam em acionar o degelo manualmente, sem precisar desligar a geladeira da tomada.
Cycle defrost: ciclo automático com menos trabalho
Os modelos que possuem tecnologia cycle defrost têm uma melhor circulação de ar frio internamente, o que evita o acúmulo excessivo de gelo nas paredes internas. Como resultado, o processo de descongelamento acaba sendo feito com menos frequência, cerca de duas vezes ao ano, consideravelmente menos do que o degelo manual.
Esse tipo de aparelho é recomendado principalmente para quem precisa de um intervalo maior entre manutenções e quer investir em um aparelho de custo moderado e mais conveniente.
Frost free: sem acúmulo de gelo e maior eficiência
A tecnologia de uma geladeira frost free é a mais moderna e prática dos quatro sistemas. Em tradução livre, ela significa “livre de gelo”, ou seja, não permite acúmulo nas paredes do refrigerador. Isso elimina completamente a necessidade de descongelamento.
Fora a praticidade, existe também o benefício energético, já que o acúmulo de gelo faz com que a geladeira gaste mais energia para manter o bom funcionamento, promovendo um aumento na conta de luz. Nas geladeiras frost free, esse tipo de problema não acontece, o que pode gerar uma boa economia no final do mês.
Para quem prioriza praticidade acima de tudo, assim como eficiência energética, e está disposto a investir em um modelo mais completo, esse é o tipo de geladeira ideal.
Qual sistema escolher?
Para conseguir escolher o sistema ideal, é preciso levar em conta o orçamento disponível, a rotina do usuário e a expectativa de manutenção. Para quem não deseja ter preocupação com o descongelamento, a frost free é a melhor opção. Já para quem prioriza o custo inicial, os sistemas manual e seco são os mais recomendados, quando usados corretamente.