O setor elétrico brasileiro segue em transformação e começa a ser encarado pelas empresas como um componente estratégico de competitividade — não apenas um custo operacional. Dados oficiais mostram que, em 2024, o consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 3,9% em relação a 2023, impulsionado pela maior atividade industrial e pela expansão do mercado livre de energia, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A importância dessa dinâmica fica ainda mais evidente no consumo industrial, que apresentou crescimento de 4,8% em 2024, totalizando 197,6 TWh, conforme o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2025. No mercado livre de energia — um ambiente em expansão — o consumo especializado já representa cerca de 41% de todo o uso de eletricidade no país, indicando que empresas buscam previsibilidade e redução de custos por meio de contratação fora do mercado regulado.
Outro dado relevante aponta que, em janeiro de 2025, o consumo industrial avançou 3%, alcançando o maior volume registrado para o mês na série histórica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com destaque para segmentos como automotivo e metalurgia.
Paralelamente, o Brasil tem investido na diversificação da matriz elétrica. A potência instalada ultrapassou 210 GW, com destaque para fontes renováveis como eólica e solar, que crescem em participação no mix gerador nacional, reforçando as possibilidades de transição energética e redução de riscos associados a fontes hidrelétricas.
Para empresas, esses movimentos impactam diretamente a gestão de custos, eficiência operacional e governança ambiental. Estratégias como migração ao mercado livre, adoção de instrumentos de eficiência energética e diversificação da matriz — incluindo fontes renováveis — podem se traduzir em redução de volatilidade tarifária, acesso a contratos de longo prazo e melhor alinhamento com metas de sustentabilidade e ESG.
Especialistas em gestão energética defendem que eficiência no uso da energia é hoje um componente decisivo de competitividade industrial e financeira, afetando precificação de produtos, custo de capital e capacidade de atrair investimentos de impacto social e ambiental.
O livro Energia Elétrica consolida os principais elementos dessa discussão, organizando conceitos técnicos e contextos de mercado para mostrar como empresas podem:
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compreender o funcionamento do setor elétrico brasileiro
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navegar entre Ambientes de Contratação Regulada (ACR) e Livre (ACL)
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aproveitar o mercado livre para melhor gestão de custos
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aplicar tecnologias e métodos de eficiência energética
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alinhar operações às exigências de sustentabilidade
Em mercados globais onde produtividade e ESG são pré-requisitos de acesso a capital e contratos, energia deixa de ser apenas insumo e se torna variável estratégica. Empresas que alinham sua matriz energética a metas de eficiência e diversificação reduzem risco, melhoram desempenho operacional e fortalecem seu posicionamento competitivo.
“Energia elétrica deixou de ser mera despesa operacional, tornou-se um ativo estratégico que define competitividade industrial, eficiência operacional e sustentabilidade empresarial.”
