Em registro intimista, Che Romaro lança o single “Vagabundo”

Em registro intimista, Che Romaro lança o single “Vagabundo”

Fernanda Leite
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A faixa marca um momento especial na trajetória do artista: sua primeira canção lançada oficialmente que não é autoral e também o primeiro registro totalmente acústico de sua discografia

Com influências que passam por Ariel Rot, Manu Chao e Cazuza, Che Romaro entrega em “Vagabundo” uma canção honesta e profundamente humana

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São Paulo, 27 de fevereiro de 2026 – Nesta sexta-feira (27 de fevereiro), o cantor e compositor Che Romaro lança em todos os aplicativos de música o single “Vagabundo”, pela Marã Música. A faixa marca um momento especial na trajetória do artista: sua primeira canção lançada oficialmente que não é autoral e também o primeiro registro totalmente acústico de sua discografia.

“‘Vagabundo’ é uma música do Ariel Rot que eu gosto muito desde a primeira vez que ouvi, é daquelas letras que dava vontade de ter escrito”, conta Che. A canção, originalmente em espanhol, acompanha a trajetória de um personagem que narra sua própria vida, falando de erros, acertos, caminhos percorridos e da esperança de encontrar algum sentido enquanto segue sem rumo. “Ela fala sobre a trajetória de vida do personagem, em primeira pessoa, ele vai contando de seus erros, acertos, por onde passa e a esperança de encontrar sentido em seu caminho, mesmo sem saber para onde vai”, completa.

A relação com a música vem de longa data. Che explica que “Vagabundo” entrou em sua playlist pessoal há cerca de cinco anos e, durante a pandemia, ganhou uma nova forma. “Um dia peguei o violão e comecei a traduzi-la para o português. A partir de então, ela entrou para o meu repertório”, relembra. Tocada de maneira despretensiosa em rodas entre amigos, a canção despertava curiosidade. “Sempre me perguntavam se era uma música minha, e quando eu contava que era uma tradução, a resposta era quase sempre a mesma: ‘mas é a tua cara!’”, diz. A decisão de gravá-la veio naturalmente, também como forma de apresentar a canção ao público brasileiro que não tem o hábito de ouvir músicas em espanhol. “Resolvi gravar para que mais gente aqui no Brasil pudesse conhecer essa canção tão bonita.”

Na sonoridade, Che optou por despir a música de qualquer excesso. “É uma faixa acústica, violão e voz, bem diferente da original, que tem uma pegada mais jazz e folk, com uma sonoridade nostálgica de outros tempos”, explica. A gravação aconteceu no Estúdio Mínimo, com produção simples e direta. “Gravei violão e voz com o Márcio Lugó, que também mixou e masterizou. É uma canção que enfatiza a letra, a história que está sendo contada, direto ao ponto.”

Mesmo não sendo uma composição própria, Che se reconhece profundamente na narrativa. “A primeira vez que escutei essa história, parecia que ela falava sobre a minha própria vida”, revela. Ele também contextualiza o título: “‘Vagabundo’, no espanhol, não tem a conotação pejorativa que tem em português. É alguém que vaga por aí, um cavaleiro errante, um Dom Quixote, alguém que busca mesmo sem saber exatamente o quê.” Para o artista, essa sensação de deslocamento e busca é universal. “Acho que muita gente vai se identificar, assim como eu me identifiquei.”

A expectativa para o lançamento é alta. “Estou bastante empolgado, principalmente por ser minha primeira canção lançada que não é minha, e também a primeira totalmente acústica”, afirma. “Gostei muito do resultado e tenho a sensação de que as pessoas vão gostar também.”

Além do single, Che Romaro prepara um registro audiovisual especial. No dia 8 de março, ele grava uma sessão ao vivo de “Vagabundo” em um espaço carregado de significado pessoal: “Vai ser embaixo da jabuticabeira do quintal do casarão onde eu vivo, um casarão antigo onde moramos em comunidade aqui em São Paulo”, conta. O local é o mesmo onde foi gravado o clipe de seu single anterior, “Lamento”. A data e o horário de lançamento do vídeo ainda serão divulgados.

Com influências que passam por Ariel Rot, Manu Chao e Cazuza, Che Romaro entrega em “Vagabundo” uma canção íntima, honesta e profundamente humana, que convida o ouvinte a caminhar sem pressa, mesmo quando o destino ainda não está claro.

CONFIRA A LETRA DE “VAGABUNDO”:

Vou roubando rosas que são para ti
Como essas canções que eu nunca te escrevi
Sou um vagabundo buscando um raio de sol
Sempre arrastando meu mundo sem saber aonde vou

Me sento em um banco, se afasta uma senhora
faz anos que ninguém me pergunta as horas
Mas no meu relógio o tempo é eterno
enquanto assovio uma canção que quase não me lembro

Me resta a minha guitarra, me resta meu sombreiro
e a louca esperança de começar tudo do zero
mas o sonho pouco dura a cidade fica escura
chegou a hora dos fantasmas, chegou a hora da loucura

Como um capitão, extraviado, vagabundo
vagando pelo espaço, nessa nave sem rumo
entre estrelas e cometas, sigo voando
entre estrelas e cometas, sempre viajando

Vejo uma luz acesa, ali é onde eu quero estar
uma garota dormindo, uma cama e um lar
sigo assoviando baixinho, pra que ninguém me ouça
e minha cabeça se enche de velhas histórias

Passaram terremotos, tormentas, caravanas,
mulheres que me amaram e tipos bacanas
Tudo fica na memória, nada se pode apagar
Melhor uma má história, do que não ter nada pra contar

Me resta a minha guitarra, me resta meu sombreiro
e a louca esperança de começar tudo do zero
mas o sonho pouco dura a cidade fica escura
chegou a hora dos fantasmas, chegou a hora da loucura

Como um capitão, extraviado, vagabundo
vagando pelo espaço, nessa nave sem rumo
entre estrelas e cometas, sigo voando
entre estrelas e cometas, sempre viajando

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