As dores na coluna estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios médicos e afetam pessoas de diferentes idades, impactando diretamente a qualidade de vida e a produtividade. Embora a maioria dos casos possa ser tratada com métodos conservadores, como fisioterapia, há situações em que a cirurgia se torna indicada. O alerta é do cirurgião de coluna Dr. Alexandre Jaccard.

De acordo com o especialista, cerca de 80% dos episódios de dor na coluna têm resolução sem necessidade de intervenção cirúrgica. “Na maior parte dos casos, o tratamento envolve reabilitação, fortalecimento muscular e controle da dor. A cirurgia é considerada quando há falha dessas abordagens ou quando existem sinais mais graves”, explica.

Entre as principais causas de dor estão a hérnia de disco, o desgaste natural das estruturas da coluna e alterações posturais. Em quadros mais avançados, os pacientes podem apresentar sintomas como dor persistente, formigamento, perda de força e limitação de movimentos.

Segundo Jaccard, a indicação cirúrgica ocorre principalmente em casos de compressão nervosa significativa, déficit neurológico progressivo ou dor incapacitante que não responde ao tratamento clínico. “Quando o paciente começa a perder força ou sensibilidade, ou quando a dor impede atividades básicas do dia a dia, é preciso avaliar a cirurgia como uma alternativa segura e eficaz”, afirma.

O médico destaca ainda que os avanços tecnológicos têm tornado os procedimentos mais precisos e menos invasivos. Técnicas modernas permitem incisões menores, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, reduzindo os riscos associados à cirurgia tradicional.

Apesar disso, a decisão pelo procedimento deve ser cautelosa. “Cada caso precisa ser analisado de forma individual. A cirurgia não é a primeira opção, mas pode ser fundamental para devolver qualidade de vida em situações específicas”, ressalta o especialista.

A recomendação é procurar avaliação médica ao primeiro sinal de dor persistente ou sintomas neurológicos, evitando a automedicação e o agravamento do quadro.

(Fotos: Inteligência Artificial)

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