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Dia Mundial de combate a Asma: especialistas reforçam recomendações sobre a doença durante a pandemia da Covid-19

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A pandemia do novo coronavírus acendeu o alerta para pessoas que vivem com asma por terem maior risco de desenvolver complicações caso sejam infectadqs  pelo Sars-CoV-2, que causa a Covid-19. Nessa terça-feira (05), Dia Mundial de Combate a Asma, profissionais de Lauro de Freitas reforçaram a necessidade de manter os cuidados, já que em alguns casos, o coronavírus pode provocar infecção severa nos pulmões e em pessoas com doenças crônicas há maiores chances de agravamento e até a morte.

De acordo com a médica pneumologista da rede municipal de Saúde, Fernanda Dantas, os primeiros sintomas da asma são tosse seca persistente ou produtiva com escarro branco ou transparente, falta de ar com ou sem chiado no peito. “O paciente com asma deve frequentar regularmente o pneumologista e o período de avaliações pelo médico varia de acordo com cada caso. Quem tem sintomas mais controlados precisa de menos visitas ao pneumologista, já aqueles que não estão com a doença controlada, vão mais vezes. Os pacientes que recebem tratamento adequado têm os sintomas controlados, deixando de ter crises com tanta frequência”, informou.

No município, os Agentes Comunitários de Saúde fazem a busca ativa dos casos de sintomas sugestivos a asma e que ainda não passaram por avaliação da Equipe de Saúde da Família (ESF). A partir da confirmação o paciente passa a ser acompanhado pela ESF, o que resulta numa melhor adesão ao tratamento, esclarecimentos de dúvidas dos pacientes e um controle adequado da doença. “A asma pode ser controlada com um conjunto de atitudes. A primeira delas é se afastar ou evitar o que pode estar causando as crises, como por exemplo: locais frios, mofo, fumaça, poeira, animais que soltam pelos e odores fortes de produtos químicos ou perfumes, e utilizar os medicamentos prescritos”, explicou o superintendente da Atenção Básica, Hadson Namour.

A doença se caracteriza por falta de ar, chiado, aperto no peito e tosse. Tudo isso ocorre como resultado de uma inflamação crônica nos brônquios e consequente sensibilidade exagerada. A asma pode levar a asfixia, se não for realizado tratamento adequado. Múltiplos fatores individuais e do ambiente contribuem para o surgimento e o agravamento da asma. Isso tudo varia de acordo com a etnia, o clima, nível sócio-econômico, entre outros fatores, incluindo a exposição a substâncias que provocam alergia. Entretanto, as causas da asma ainda não são totalmente esclarecidas. O diagnóstico é clínico, de acordo com os sintomas apresentados, histórico familiar e exposição ambiental. Os exames são complementares ao diagnóstico.

Asma x Covid-19

Fernanda explica que pacientes que convivem com a asma devem manter os mesmos cuidados – distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscara – de pessoas sem a doença para não se infectar com o coronavírus. As doenças crônicas já debilitam bastante o organismo das pessoas. Criam inflamações e deprimem a imunidade. Com a asma não é diferente. Os pacientes asmáticos já têm os pulmões inflamados e a Covid-19, que causa pneumonia viral e grande inflamação, piora bastante. O quadro pode ser mais grave e complicar com a crise de asma”, alertou.

Segundo a especialista, quando um paciente asmático também é diagnosticado com a Covid-19, as recomendações são as mesmas para qualquer outro paciente. “Se o diagnóstico da Covid-19 for confirmado, o asmático deve manter o isolamento social, observar sinais de alerta. Caso haja agravamento dos sintomas como falta de ar, baixa saturação periférica, febre persistente, prostração e tosse com catarro amarelado ou esverdeado devem ir ao hospital imediatamente”, orientou.

O melhor caminho é prevenir a contaminação pelo coronavírus. Para isso o paciente asmático deve evitar o contato com pessoas com Covid-19, lavar as mãos com água e sabão com frequência, e limpar as superfícies de locais e objetos tocados por várias pessoas, como maçaneta, controle remoto, mesa, interruptores e torneiras. Além disso, os produtos limpantes podem desencadear uma crise de asma e devem ser evitados. Apenas álcool gel 70% ou detergente simples com água são suficientes para fazer a limpeza das mãos.

Jornalista: Giovanna Reyner

Foto:  Maína Diniz

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