Dia Internacional do DJ: conheça dois artistas que levam a música eletrônica periférica brasileira para pistas ao redor do mundo

Dia Internacional do DJ: conheça dois artistas que levam a música eletrônica periférica brasileira para pistas ao redor do mundo

Fernanda Leite
2 min p/ ler 111 já leram

(Foto Deekapz, crédito Bruna Sussekind; Foto Bronka, Divulgação)

Celebrado em 9 de março, o Dia Internacional do DJ marca a atuação de artistas responsáveis por construir pontes entre diferentes linguagens musicais, pistas e territórios culturais. No Brasil, uma das movimentações mais interessantes dos últimos anos vem da chamada música eletrônica periférica, um campo em expansão que aproxima o funk de diferentes vertentes da eletrônica global.

Nesse cenário, produtores brasileiros têm levado para clubs, festivais e plataformas internacionais uma estética construída nas periferias do país, conectando batidas do funk a estruturas da música eletrônica contemporânea. Conheça dois nomes que ajudam a impulsionar esse movimento:

 

Deekapz

Um dos principais nomes da cena eletrônica independente no Brasil, o duo paulista formado por Matheus Henrique e Paulo Vitor construiu uma trajetória marcada pela fusão entre eletrônica, funk, rap, pop e soul. Desde 2014, o projeto experimenta diferentes variações de BPM e grooves brasileiros dentro da pista de dança.

A dupla acumula colaborações com artistas como BK’, Baco Exu do Blues, Rubel, Criolo, Pabllo Vittar, Kevin O Chris, Duda Beat e Teto e WIU, além de passagens por festivais como Lollapalooza Brasil, AFROPUNK Brasil, Primavera Sound e The Town. Em 2025, lançaram o primeiro álbum de estúdio, “Deekapz FM”, reunindo participações de nomes como Maui, Fat Family e Luccas Carlos e aprofundando a pesquisa sonora do duo sobre o encontro entre ritmos e gêneros.

Além das produções musicais, o projeto também se destaca por iniciativas próprias como a festa 0800, evento gratuito criado para democratizar o acesso à música eletrônica nas ruas do centro de São Paulo.

Bronka

Natural de Montes Claros (MG) e radicado em Frankfurt, na Alemanha, o DJ e produtor Bronka desenvolve uma abordagem diretamente ligada à inserção do funk brasileiro dentro da música eletrônica underground internacional.

Sua pesquisa sonora aproxima volt mix, mandelão e funk ritmado de vertentes como house, acid e bass music de alta velocidade, criando sets que transitam entre 125 e 140 BPM e rompem com estruturas tradicionais da música eletrônica. Ao longo da carreira, o artista já se apresentou em espaços relevantes da cena global, como o Boiler Room, o club Fabric, em Londres, o festival Down The Rabbit Hole, na Holanda, e o clube berlinense Ritter Butzke.

Em 2025, lançou o EP “Bronka Sucks”, projeto que apresenta de forma estruturada sua proposta de inserir o funk brasileiro em outros gêneros da música eletrônica. Para 2026, prepara o lançamento de “Bronka Sucks Vol. 2”, aprofundando essa pesquisa sonora e ampliando o diálogo entre a estética do funk e as pistas internacionais.

Gostou? Compartilhe com amigos!

O que você achou?

Amei 50
Kkkk 7
Triste 12
Raiva 7

Espere! Não perca isso...

Antes de ir, veja o que acabou de acontecer:

Não, obrigado. Prefiro ficar desinformado.