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DIA DAS MÃES: Executiva reflete sobre maternidade e encoraja mulheres a lutarem por suas carreiras

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Loyanna Menezes, mãe de dois pré-adolescentes, à espera do terceiro filho, está à frente de um dos mais tradicionais escritórios de advocacia do país

As mulheres têm uma probabilidade 50% maior que os homens de dedicarem, pelo menos, três horas diárias às tarefas do lar e aos cuidados dos filhos, o que equivale a 20 horas por semana ― ou exatamente meia jornada de trabalho, segundo a análise feita pela consultoria McKinsey e a Fundação Lean In (EUA), em outubro passado.

A pressão da vida nos parâmetros do “novo normal”, ou seja, home office e isolamento social, é ainda mais intensa para as mães que ocupam cargos executivos ou de média gerência. Ainda de acordo com a pesquisa, as mulheres disseram que outro medo que as assombra decorre da culpa por não alcançar um bom desempenho ou serem julgadas negativamente no trabalho por culpa das responsabilidades em casa (24% delas reconheceram isso, contra 11% dos homens).

Aos 37 anos, Loyanna Menezes, CEO do escritório Abi-Ackel Advogados, sabe muito bem o que é essa realidade. Mãe de um casal de pré-adolescentes, está à espera do terceiro filho.

Maternidade e responsabilidade chegaram cedo na vida da CEO. Enquanto as amigas com 25 anos viajavam e aproveitavam a juventude, Loyanna já tinha os dois filhos e construía sua carreira. Hoje, é sócia do Abi-Ackel Advogados Associados, uma das mais tradicionais bancas de Minas, liderando direta e indiretamente, quase 500 profissionais em todo Brasil. Quando perguntada sobre o impacto desse ritmo acelerado na vida dos filhos, diz que o fato de terem nascido nesse ambiente os favorece. “Nunca disse para os dois que precisava trabalhar para comprar isso ou aquilo. Sempre disse que o que fazia me trazia muito prazer e me realizava, assim como ser mãe deles. Por esse motivo, não enxergam o trabalho como algo excludente, mas, ao contrário, como algo que os envolve”, revela.

Ainda que tenha perdido muitas apresentações da escola, chegado atrasada nos compromissos das crianças e deixado contribuir com tarefas diárias, Loyanna nunca se engessou com a situação ou usava como combustível para se permitir ser menos, fazer menos ou exigir menos no trabalho. E essa continua sendo sua lógica, afirma a advogada, que busca sempre ressignificar os contras da jornada dupla a seu favor.

 

Maternidade x Carreira

Mas e a maternidade? Como ela contribui para a carreira da mulher? Segundo Menezes, “em tudo!”. A sensibilidade, a empatia, o ouvir, a tolerância, tudo isso transforma a carreira de uma mulher. “Enxergamos além do que está diante dos nossos olhos, aprimoramos a nossa intuição e abraçamos responsabilidade de forma ainda mais natural”.

Com formação em gestão de pessoas, a executiva não abre mão de estar próxima dos seus liderados e entende que não existe independência entre vida privada e profissional, pois se comunicam no mesmo ser humano que as carrega. “E a maternidade me trouxe um olhar mais sensível para isso, para a pessoa e não meramente para o profissional”, explica.

 

Uma rede positiva de incentivo 

Contando com uma rede de apoio familiar essencial à construção da carreira, Loyanna destaca a importância em ter pessoas próximas que dão suporte e viabilizam a continuidade da mulher no mercado de trabalho: “avós, tios, tias, amigos ou, quando necessário, e possível, funcionários: a ajuda deles faz toda diferença”.

E o apoio também pode, e deve, de acordo com ela, se manifestar através de todas as mulheres. “É importante ressaltar a diferença que podemos fazer na vida umas das outras quando nos incentivamos na busca pelo sonho profissional. Tão importante quanto mostrar nossas lutas, mais ainda são nossas conquistas, pois inúmeras mulheres ainda duvidam de si mesmas ao longo da carreira”, finaliza.

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