Contingenciamento de gastos deixará de ser obrigatório com novo arcabouço fiscal

Contingenciamento de gastos deixará de ser obrigatório com novo arcabouço fiscal

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Contingenciamento de gastos deixará de ser obrigatório com novo arcabouço fiscalBras’lia (DF) 18/04/2023 - O presidente da Camara dos Deputados, Arthur Lira (d) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (e) durante coletiva para explicar os tramites do arcabouo fiscal que segue agora para o Congresso Nacional. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O contingenciamento de gastos deixará de ser obrigatório com o novo arcabouço fiscal, cujo projeto de lei complementar foi enviado ao Congresso Nacional. O procedimento passará a ser facultativo, sendo decidido pelos próprios Poderes. Com o novo arcabouço, os relatórios serão feitos três vezes por ano: em março, junho e setembro. Caso os documentos identifiquem que as metas fiscais não serão cumpridas, cada Poder da União (Executivo, Legislativo, Judiciário), além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União, não sofrerá punições nem precisará bloquear gastos, apenas não poderá ampliar os gastos em termos nominais.

O novo arcabouço muda a Lei de Responsabilidade Fiscal e retira punições em caso de descumprimento de metas fiscais, como impeachment. No entanto, estabelece a obrigatoriedade de o presidente da República justificar-se ao Congresso Nacional e apontar medidas para reequilibrar as contas públicas. As metas fiscais continuarão existindo, mas deixarão de ser imposição. O novo arcabouço prevê um intervalo de tolerância (para cima ou para baixo) de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), para as metas estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Caso o resultado primário fique abaixo do piso da meta, haverá um ajuste automático. As despesas deixarão de crescer 70% da alta real (acima da inflação) das receitas líquidas e passarão a crescer menos: 50%. O crescimento menor vigorará até que o limite mínimo da meta seja atingido. Se o resultado primário ficar acima do teto da meta, o excedente será usado para investimentos (obras públicas e compras de equipamentos). No entanto, segundo o texto enviado ao Congresso, a sobra que poderá ser remanejada para investimentos está limitada a R$ 25 bilhões por ano entre 2025 e 2028, com o valor corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Fonte: Agência Brasil

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