O endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos e a maior rigidez na análise de pedidos de visto têm ampliado a procura por orientação especializada. Ao mesmo tempo, cresce também a atuação de consultorias de imigração que operam de forma irregular, oferecendo promessas irreais e colocando em risco o futuro de quem deseja viver legalmente no país.
Em entrevista ao Portal RBN, o advogado Dr. Vinicius Bicalho — licenciado nos Estados Unidos, professor de pós-graduação em Direito Migratório e mestre pela Universidade do Sul da Califórnia — alerta que o momento exige cautela redobrada na escolha de quem conduzirá o processo.
“Quando o atendimento se baseia em atalhos, promessas absolutas ou omissão de riscos, o sinal de alerta deve ser imediato. Nenhum profissional sério pode garantir aprovação de visto, porque a decisão final pertence exclusivamente às autoridades migratórias”, afirma.
Segundo o especialista, o cenário atual, marcado por análises mais criteriosas e cruzamento rigoroso de informações, exige planejamento estratégico e análise individualizada. “A imigração feita da maneira correta não elimina incertezas, mas oferece previsibilidade, tempo para preparação e segurança jurídica.”
Vulnerabilidade e promessas fáceis
O desejo de morar nos Estados Unidos costuma vir acompanhado de expectativas pessoais e profissionais elevadas. Essa combinação, somada ao medo de ter o pedido negado ou perder dinheiro, torna muitos interessados mais suscetíveis a discursos simplificados e soluções milagrosas.
De acordo com Dr. Bicalho, é justamente nesse contexto que surgem práticas preocupantes: garantias de aprovação, prazos irreais, títulos profissionais inexistentes e ausência de registro verificável. “Além do prejuízo financeiro, uma estratégia mal conduzida pode comprometer definitivamente o histórico migratório do solicitante”, explica.
Outro sinal de alerta é a pressão para decisões rápidas, cobranças urgentes ou pacotes fechados sem análise detalhada do perfil do cliente. “Processos migratórios não são padronizados. Cada caso exige estudo técnico e respeito absoluto à legislação americana.”
Como se proteger
Especialistas recomendam que o primeiro passo seja verificar se o profissional é advogado licenciado ou representante legalmente autorizado a atuar em processos migratórios. Transparência sobre custos, riscos, etapas e possibilidades reais também é fundamental.
Buscar informações em fontes oficiais e desconfiar de promessas que parecem boas demais para ser verdade são medidas básicas de proteção. “Em um ambiente migratório cada vez mais rigoroso, informação correta e atuação responsável fazem toda a diferença”, conclui o advogado.
