Assessoria de Imprensa_SBQ

O quadril faz parte das áreas do corpo afetadas em acidentes de trânsito, especialmente nas ocorrências com motos. Além da cabeça e dos membros inferiores – pernas e pés – e superiores – braços, ombros, cotovelos e mãos – uma queda pode causar impactos no quadril, levando a lesões como fraturas de pelve e fêmur proximal (como colo femoral). O motociclista também pode sofrer luxações de quadril, frequentemente associadas a lesões nervosas ou vasculares. O alerta é ainda mais relevante neste mês de Maio, em que se celebra o Maio Amarelo, movimento que esclarece sobre a importância da prevenção dos acidentes de trânsito.

“A campanha Maio Amarelo é fundamental, porque eleva a conscientização sobre prevenção de acidentes de trânsito, reduzindo traumas que causam fraturas e luxações no quadril. Ela promove o uso de equipamentos de proteção em motos, que previne boa parte das fraturas graves, poupando cirurgias complexas com alto risco de complicações”, observa o ortopedista Leandro Alves de Oliveira, cirurgião do quadril e Membro da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).

Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2025, as rodovias federais registraram 72.483 acidentes de trânsito, com 6.044 mortes. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram 29.317 sinistros com motos, com 1.594 motociclistas mortos, o que representa cerca de 40% das vítimas no trânsito brasileiro.

Impactos no SUS

Do ponto de vista cirúrgico, acidentes de trânsito sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS) com cerca de 10 mil artroplastias de quadril por ano, sendo que boa parte decorre diretamente de traumas. “Isso demanda recursos para fixações e próteses em fraturas de fêmur proximal. Lesões em motos elevam custos com internações longas, reabilitação e sequelas crônicas, consumindo leitos ortopédicos em emergências. As lesões ampliam as filas do SUS, gerando um impacto socioeconômico muito grande”, alerta Leandro Alves de Oliveira.

De acordo com o Membro da SBQ, algumas medidas de amplo conhecimento – mas nem sempre colocadas em prática – podem ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no Brasil e suas consequências. “A fiscalização das motos deve ser especialmente rigorosa, pois os acidentes dessa natureza representam cerca de 30% das lesões graves. Além disso, o uso de EPIs completos, com joelheiras, protetores e capacetes certificados é uma atitude fundamental”, observa Leandro Alves de Oliveira. “Ter um trânsito mais seguro é uma tarefa de todos”, finaliza.

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